Editorial – O ano de 2025 já ia tombando e não tínhamos sequer uma edição de nosso malbaratado zine. Bem, problema resolvido: Est e número (#8) reúne apenas poemas recentes, escritos depois da publicação de meu livro Primeiressências , lançado no doce maio Mas 2025 foi um ano prolífico: Além de Primeiressências , volume de inéditos, publicamos ainda os e - books Versos do Ide , reunindo poemas missiona is, e o plaquete 11 Poemas , reunindo um poema de cada um ou cada qual de meus onze livros de poesia Leia muitos outros de meus textos e livros de boa, aqui : www. linktr.ee/sreachers O Desconsólito Novo gadget Apple , ovo - construto De cacos e compósitos Samsung e Huawei Máquina de apurar tristezas Ponte IAtrônica donde saltam Os entes Obsoletados O Vale do Silício Entregou seu grã - cilício Chicote de pontas feitas das ossadas de Jobs Aluídos e desocupados Pela máquina, Madre exangue, freudianamente calibrada Para entenebrecer mi ndsets Vidas estendidas Pela deusa desfigurada Pútridas de ócio criativo, Agora inútil Sob a égide da máquina que antes e maiores pensa, cria, executa e multiplica Viciadas feito ratas apóstatas ( e nã o?) Ineridas a seu novo aparelho de colorir senzalas Samizdat # 0 8 – 202 5 Sammis Reachers FANZINE No si(g)nal O pirofagista cospe fogo O poeta escarra poemas Paspalh os e (m) chamas fátuas Incapazes de fazer arder U m palmo sequer de mundo. Paterson Entro naquele bar, Semi - ê xtase viscoso que é a paz O tabuleiro de xadrez, a mesa de sinuca A poesia e seu contágio frio Seu dono é William Carlos Williams Ou um ateu que coleciona oratórios Há um verso na porta do mictório, Mistério sem pai que me intriga e bordeja: “ Quando Sansão derrubar as colunas, E Temístocles disparar sua flecha ” N o quartinho dos fundos, D epósito e biblioteca e motel e cozinha E ntre porções de calabresa e queijo coalho O enfado P repara u m poema nutracêutico que sev e e sane O u um colar de granadas que nunca detonarão Na 25ª hora Jesus habita a 25 ª hora: o dia lhe pertence, seu nascer e seu tombar, suas pausas e transcursos. É dele o dia quando o instante acelera , sombrio , num tiroteio É dele a hora calma na noite, quando antigos louvores convidam ao sono É dele a alegria tensa e milagrosa de um parto De acima das horas, tuas horas Jesus vela, à destra do Pai, Tendo nas mãos perfuradas um cetro, e nele incrustados, Feito pérolas, o teu nome, o teu destino e o teu coração. Em uma nuvem cinzenta (sala de aula) A mãe, em comã O pãi o Estãdo ã pãz Ausenciãs A mente, feridã de TDAHs e TODs No cãderno, lãsers, robos, nãves, Mãquinãrios sci - fi pãrã mudãr o mundo Ou ão menos pãrã onde fugir Durãnte ã ãulã e ã vidã, Aguãs sãlobrãs e insoluveis Um numero no diãrio, um Que não ãlcãnço ãlcãnçãr logo eu que jã Fui tãmbem um veloz fugitivo Tenhã lembrãnçã de nos, Deus dã luz E dos lãcerãdos Conduzã nossã qu ie tã fugã, nossos olhos que se desviã m Pãrã tuã gãlãxiã onde ãindã não nãscemos