Boletim Paroquial Folha (In)Formativa Ano 2026|Nº27| 29 de junho a 05 de julho de 2026 PERCURSO PASTORAL da Encarnação (Natal 2023) à Ressurreição (Páscoa 2033) J Juntos no Caminho de Páscoa «Levar Jesus a todos e todos a Jesus» XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM A «Quem não toma a sua cruz não é digno de Mim. Quem vos recebe a Mim recebe». Mt 10,37-42 Nas leituras deste 13º Domingo do Tempo Comum, cruzam-se vários temas. No geral, os três textos que nos são propostos apresentam uma reflexão sobre alguns aspetos do discipulado. Fundamentalmente, diz-se quem é o discípulo (é todo aquele que, pelo baptismo, se identifica com Jesus, faz de Jesus a sua referência e O segue) e define-se a missão do discípulo (tornar presente na história e no tempo o projecto de salvação que Deus tem para os homens). Na primeira leitura (2Rs 4, 8-11.14-16) mostra-se como todos podem colaborar na realização do projecto salvador de Deus. De uma forma direta (Eliseu) ou de uma forma indireta (a mulher sunamita), todos têm um papel a desempenhar para que Deus se torne presente no mundo e interpele os homens. A segunda leitura (Rm 6, 3-4.8-11) recorda que o cristão é alguém que, pelo Baptismo, se identificou com Jesus. A partir daí, o cristão deve seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida e renunciar definitivamente ao pecado. O Evangelho (Mt 10, 37-42) é uma catequese sobre o discipulado, com vários passos. Num primeiro passo, define o caminho do discípulo: o discípulo tem de ser capaz de fazer de Jesus a sua opção fundamental e seguir o seu mestre no caminho do amor e da entrega da vida. Num segundo passo, sugere que toda a comunidade é chamada a dar testemunho da Boa Nova de Jesus. No terceiro passo, promete uma recompensa àqueles que acolherem, com generosidade e amor, os missionários do “Reino”. Intenções das Eucaristias 2 > Quinta-feira [2] às 18h30: Eucaristia Rosa do Céu Silva Oliveira Araújo (P.); > Sábado [4] às 17h00: Eucaristia Eduardo José Teixeira Alves Pereira e família; António Ferreira Machado e família; D. António Lino da Silva Dinis e pais; Vasco Salgado, esposa, filhos e genro (P.); Manuel da Rocha Oliveira e esposa; Maurício Sousa Miranda (P.) | Esposa e filhos; Em Honra de Nossa Senhora e pelas famílias Costa e Carvalho; Domingos Cardoso da Silva (P.) | Ofertório; Manuel Martins Araújo, esposa e filho; José Rocha da Silva e esposa; Vítor Pereira (P.); Luís Manuel Mendes de Sousa (P.) | Ofertório; Silvério Paulo Azevedo Cunha e Melo e pai; José Cândido Machado Alves Ferreira (P.) | Ofertório; Manuel Pereira; Ana de Jesus Ribeiro (P.) | Ofertório; > XIV Domingo [5] do Tempo Comum | A ... 09h00: Eucaristia António José Pinto da Costa (P.) | Ofertório; Domingos Rafael Almeida Vieira; António Fernandes da Silva e Amélia Araújo (P.); Maria Adelaide da Costa Ferreira | Marido e filho; Casimiro de Almeida; Pedro Pimenta e Nazaré Ferreira; Olinda Saldanha Almeida e marido | Filha Antónia Maria; Carlos Oliveira de Castro (P.) | Ofertório; Domingos Pereira (P.); José Joaquim Ferreira de Mesquita (P.) | Ofertório; Manuel Ferreira Duarte e esposa; CARTÓRIO PAROQUIAL Em São Mateus - Quinta-feira, dia 2, das 17h30 às 18h30; Em Riba de Ave - Sábado, dia 4, das 10h00 às 12h00; Agenda da Semana 3 NOTÍCIAS DA CATEQUESE Matrículas para o 1º ano – As matrículas para as crianças que vêm pela primeira vez para a catequese devem ser feitas durante os meses de junho e julho, nos dias e horários de Cartório Paroquial. Para a matrícula devem trazer a Certidão de Nascimento, Cédula da Vida Cristã ou um Certificado de Baptismo passado pelo Pároco da Paróquia onde a criança foi batizada. Transferências – esta é também a época para fazer qualquer transferência para a Catequese Paroquial de outra comunidade. COMISSÃO DE FESTAS DE SANTA ANA 2026 Venda de Bolos – A Comissão de Festas da Santa Ana 2026 informa que irá vender bolos todos os sábados. CAUSA DE BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO DO VENERÁVEL FREI BERNARDO DE VASCONCELOS A Causa de Beatif icação e Canonização do Venerável Frei Bernardo de Vasconcelos promove, entre os dias 25 de junho e 4 de julho de 2026, a Novena que terá lugar na Igreja Paroquial de São Romão do Corgo, em Celorico de Basto, Arquidiocese de Braga. Este momento de” oração e devoção” reveste- se, este ano, “de particular significado, uma vez que assinala o 10.º aniversário da declaração de venerável de Frei Bernardo de Vasconcelos e, simultaneamente, o 94.º aniversário do seu falecimento, ocorrido a 4 de julho de 1932”. Ao longo dos vários dias da novena, a comunidade é convidada a reunir-se “em oração, através da celebração da Eucaristia, da recitação do Terço e dos momentos próprios da novena, procurando aprofundar o conhecimento da vida, das virtudes e do testemunho cristão de Frei Bernardo”. A celebração de encerramento terá lugar no dia 4 de julho, sábado, pelas 10h30, na Igreja Paroquial de São Romão do Corgo, e será presidida por monsenhor Mário Rui Oliveira, Postulador da Causa de Beatif icação e Canonização do Venerável Frei Bernardo de Vasconcelos e Chanceler do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, no Vaticano. 50.º ENCONTRO NACIONAL DE PASTORAL LITÚRGICA Neste ano de 2026, realiza-se com alegria e júbilo o 50º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, que versará sobre o tema “A Liturgia, Vida da Igreja”, destinado a leigos, religiosos e ministros ordenados. Este encontro jubilar acontecerá no Santuário de Fátima, de 27 a 30 de julho. Trata- se de uma oportunidade formativa para dar mais qualidade às celebrações de cada comunidade. No programa deste encontro jubilar destacam- se algumas novidades, como a visita a uma exposição e um concerto orante, além dos momentos habituais: as conferências, as formações por grupos e as celebrações, quer Eucaristia e Liturgia das Horas, quer Terço com Procissão de Velas e Vigília de Oração. Para orientar os trabalhos, os participantes poderão contar a partilha do P. Renato Oliveira, da Diocese de Viana do Castelo , do Cón. João Peixoto e do P. Sérgio Leal, do presbitério do Porto , da Dra. Isabel Alçada Cardoso, do Patriarcado de Lisboa , e do Cón. Mário Sousa, do presbitério do Algarve . Além destes intervenientes, o P. Luís Ribeiro de Oliveira, do presbitério de Coimbra , e o Prof. Emanuel Pacheco, da Diocese do Porto , orientarão a formação por grupos temáticos. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site do Secretariado Nacional de Liturgia (www.liturgia.pt/enpl). Por isso, todos os cristãos que peregrinam na Arquidiocese de Braga e são servidores da Liturgia estão convidados a inscreverem-se e participarem neste 50º ENPL. ÚLTIMA ... Juntos no caminho de Páscoa A atenção ao próximo, em todas as suas formas de hospitalidade, mesmo as mais simples, é um sinal de quem vive por amor a Deus. São gestos espirituais, antes de serem atos solidários. Por isso têm tanto valor aos olhos de Deus. A mística do copo de água Imagina que estás a lavar a loiça ou a segurar a porta para alguém que vem atrás. É improvável que estejas a pensar em algo com significado espiritual. No entanto, é precisamente assim que Jesus nos surpreende neste domingo. «Se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, [...] não perderá a sua recompensa». Fala de um copo de água e do amor com que o damos, não fala de grandes obras nem de feitos que entram na história. E acrescenta algo ainda mais surpreendente: «Quem vos recebe, a Mim recebe». Nesses pequenos gestos, o próprio Jesus Cristo se faz presente. O Irmão Lourenço da Ressurreição compreendia bem esta “liturgia” do quotidiano. Ficava contente «quando podia apanhar uma palha do chão por amor a Deus». Não se preocupava em fazer grandes coisas. O seu método consistia em «fazer pequenas coisas por amor a Deus». Tinha a convicção de que Deus não considera a grandeza das ações, mas a dedicação com que as realizamos, pelo que nunca «nos devemos cansar de fazer pequenas coisas por amor a Deus». Muitos cristãos passam o tempo a sonhar com sacrifícios heroicos e negligenciam as pequenas oportunidades que surgem no dia a dia. Como dizia Lourenço, o progresso espiritual acontece mais quando aprendemos a fazer para Deus os trabalhos banais de cada dia. É a tónica principal desta “série” sobre a prática da presença de Deus. Lavar a loiça, preparar a refeição, arrumar a mesa, abrir ou fechar a porta com delicadeza, a amabilidade para com um colega de trabalho, a paciência com um familiar, a atenção discreta a quem precisa, estas e outras são ações que podemos assemelhar ao dar de beber um copo de água. São as pequenas obras de misericórdia, repetidas com frequência, que nos fazem crescer e amadurecer na vida espiritual. A maior alegria de Frei Lourenço era realizar os seus deveres no mais absoluto segredo, porque lhe bastava o olhar amoroso de Deus. A beleza desta mística é que é perfeitamente invisível aos olhos do mundo; e é precisamente isso que a torna tão poderosa. Quando te libertas da necessidade de seres visto e aplaudido pelos outros, o teu coração encontra a serenidade que nenhum reconhecimento exterior consegue dar. Tens vivido os teus dias à espera de um momento grande para mostrar a tua fé, enquanto falhas na amabilidade dos pequenos gestos de cada dia? Para que a relação com Deus se torne prática, nos pequenos acontecimentos da rotina, esta semana vamos viver a mística do “copo de água”. Pensa numa pequena tarefa em favor de outrem: pode ser fazer as camas, servir um café com um sorriso, arrumar algo que não foste tu que desarrumaste, escutar alguém sem olhar para o telemóvel. Procura fazê-lo de forma discreta, apenas e só por amor a Deus. E que isso te baste!