Boletim Paroquial Folha (In)Formativa Ano XL|Nº7| 09 a 15 de fevereiro de 2026 Paróquia de São Pedro de Riba de Ave PERCURSO PASTORAL da Encarnação (Natal 2023) à Ressurreição (Páscoa 2033) J Juntos no Caminho de Páscoa «Levar Jesus a todos e todos a Jesus» V DOMINGO DO TEMPO COMUM A «Vós sois a luz do mundo.» Mateus 5, 13-16 A Palavra de Deus deste 5º Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre o compromisso cristão. Aqueles que foram interpelados pelo desaf io do “Reino” não podem remeter-se a uma vida cómoda e instalada, nem refugiar-se numa religião ritual e feita de gestos vazios; mas têm de viver de tal forma comprometidos com a transformação do mundo que se tornem uma luz que brilha na noite do mundo e que aponta no sentido desse mundo de plenitude que Deus prometeu aos homens - o mundo do “Reino”. A primeira leitura [Is 58, 7-10] apresenta as condições necessárias para “ser luz”: é uma “luz” que ilumina o mundo, não quem cumpre ritos religiosos estéreis e vazios, mas quem se compromete verdadeiramente com a justiça, com a paz, com a partilha, com a fraternidade. A verdadeira religião não se fundamenta numa relação “platónica” com Deus, mas num compromisso concreto que leva o homem a ser um sinal vivo do amor de Deus no meio dos seus irmãos. A segunda leitura [1Cor 2, 1-5] avisa que ser “luz” não é colocar a sua esperança de salvação em esquemas humanos de sabedoria, mas é identificar-se com Cristo e interiorizar a “loucura da cruz” que é dom da vida. Pode-se esperar uma revelação da salvação no escândalo de um Deus que morre na cruz? Sim. É na fragilidade e na debilidade que Deus Se manifesta: o exemplo de Paulo - um homem frágil e pouco brilhante - demonstra-o. No Evangelho [Mt 5, 13-16] , Jesus exorta os seus discípulos a não se instalarem na mediocridade, no comodismo, no “deixa andar”; e pede-lhes que sejam o sal que dá sabor ao mundo e que testemunha a perenidade e a eternidade do projecto salvador de Deus; também os exorta a serem uma luz que aponta no sentido das realidades eternas, que vence a escuridão do sofrimento, do egoísmo, do medo e que conduz ao encontro de um “Reino” de liberdade e de esperança. Intenções das Eucaristias 2 2 > Quarta-feira [11]: Não há Eucaristia da Misericórdia na Capela do Hospital > Sexta-feira [13]: Não há Eucaristia > Sábado [14] às 18h15: Eucaristia Leopoldina Fernandes Machado (30ºdia) | Apostolado de Oração; António Gonçalves Novais (30ºdia); David Paiva Marinho (aniversário natalício) (P.) | Esposa, filhos e netos; Domingos Jesus de Oliveira (P.) | Ofertório; Manuel Cardoso Lopes Fernandes (P.); Estefânia Gonçalves | Filhas, genro e netos; Maria Amélia Fernandes e marido | Filhos; Geraldo Abreu Machado, Domingos Martins, Ermelinda Ribeiro de Lima, Raul Lima Martins, Maria Adelina e Bernardo Machado (P.) | Esposa; Fernando Gomes Pereira (P.) | Ofertório; Delfim Pereira da Silva, Cecília Carneiro Dinis e Vítor Emanuel Gonçalves Martins; Manuel Costa Almeida; Arnaldo Ribeiro de Carvalho (P.) | Ofertório; António Machado da Costa; Maria do Céu Carvalho Pereira (P.) | Ofertório; Manuel Carlos Leite Dinis | Pessoa amiga; Vítor Manuel Pinto de Sousa | Carmo; Maria Cândida Ferreira de Almeida (P.) | Amiga Nocas; António Vieira Cardoso (P.) | Amiga Alzira; Manuel Carlos Soeiro Silva (P.); Olinda de Araújo Abreu (aniversário de falecimento) e familiares; António Ferreira de Matos (aniversário de falecimento) e esposa; Jorge de Almeida (aniversário de falecimento); > VI Domingo [15] do Tempo Comum | A ... 11h15: Eucaristia Maria Helena Pereira de Araújo Abreu (P.); Emílio Armando Leite Lopes (aniversário natalício) (P.); CARTÓRIO PAROQUIAL Quarta-feira, dia 11, das 18h00 às 19h00; Sábado, dia 14, das 10h00 às 12h00; José Pereira (Bical) (P.) | Ofertório; João Pereira Salgado | Esposa e filhos; Joaquim de Sousa Lobo e Bruno Miguel Chaves Lobo; José Pereira Ferreira | Esposa e filho; Maria Oliveira Guimarães, marido e filha; Emília Ferreira Gomes (P.) | Ofertório; Maria Ferreira Cunha, marido e família | Filho Renato; Júlio Pinto Machado (P.) | Ofertório; Margarida Maria Machado de Freitas Cabeleira (P.) | Ofertório; António Sampaio | Filho; Alfredo Pereira Gomes (P.) | Ofertório; “BARRAQUINHA” No mês de janeiro, a “Barraquinha” rendeu: 415,71€. XXXIV ANIVERSÁRIO DO GRUPO CORAL DO HOSPITAL Sábado, dia 14 de fevereiro de 2026, recital “Cânticos de Natal”, com início às 17h45 na Igreja Paroquial. DIREITOS PAROQUIAIS Foram distribuídos uns envelopes para que cada família contribua com a sua oferta (direitos paroquiais). O envelope servirá também para atualizar o ficheiro paroquial. Pedia a cada família que procurasse preencher a frente desse envelope. Obrigado! RIB’ARTE Informamos que no dia 07 de fevereiro de 2026 iremos ter o primeiro mercadinho deste ano 2026. Este mercadinho irá decorrer entre as 10h00 e as 19h30 e será no Adro da Igreja ou no Salão Paroquial (caso esteja a chover). Contamos com a visita de todos! Agenda da Semana 3 3 ARRA A ARRA informa todos os sócios que no dia 07 de fevereiro de 2026, sábado, pelas 15h00, haverá uma assembleia geral para apresentação de contas. ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA S. PEDRO DE RIBA DE AVE A Associação Cultural e Recreativa S. Pedro de Riba de Ave, informa que, está a aceitar inscrições para a Marcha de Riba de Ave 2026. Quem estiver interessado em integrar a Marcha da Associação Cultural e Recreativa S. Pedro de Riba de Ave, é sempre bem-vindo. Para mais informações enviar email para acrspra@gmail.com ou pelo tlm: 917 687 689. Se gostas de dançar, esta notícia é para ti. Participa. Contamos contigo! RETIRO QUARESMAL PARA CATEQUISTAS 2026 TEMA: “Rasgai o coração, não as vestes” (Joel 2,13) ORIENTADOR: Frei Márcio Carreira, padre da Ordem dos Franciscanos Menores. Local: Seminário da Silva (Barcelos) Data: 28 de Fevereiro e 01 de Março | 2026 inscrições até 22 de Fevereiro de 2026 Link para inscrições: https://forms.gle/ 9yWimBA6HPHZcWFA7 O tempo da Quaresma convoca-nos a um caminho exigente de conversão interior, que ultrapassa gestos exteriores e práticas formais. Neste horizonte, os catequistas da Arquidiocese de Braga são convidados a participar num retiro subordinado ao tema “Rasgai o coração, não as vestes” — um tempo privilegiado de encontro com Deus, de escuta interior e de renovação da fé que sustenta e orienta a missão catequética. Mais informações no formulário ou através do e-mail: catequese@arquidiocese-braga.pt 5ª EDIÇÃO DA SEMANA AMORIS LAETITIA A 5ª Edição da Semana Amoris Laetitia (Semana AL) vai realizar-se de 9 a 15 de fevereiro de 2026, com o tema “Celebrando 10 Anos da Amoris Laetitia”. Em 2026, comemoram-se 10 anos da publicação desta Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre o Amor na Família, datada de 19 de março de 2016 e publicada a 8 de abril do mesmo ano. Organizada pelo Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar (DAPF), a Semana AL pretende fortalecer a relação de casal e os vínculos familiares, nos tempos desafiantes e acelerados em que vivemos. O programa completo da Semana vai f icar disponível no site do DAPF (www.diocese- braga.pt/pastoralfamilia) e nas redes sociais (Facebook e Instagram: pastoralfamiliar.braga). DIA MUNDIAL DO DOENTE No dia 11 de fevereiro a Igreja celebra o 34º dia mundial do doente, este ano solenemente assinalado no Peru, na Diocese de Chiclayo, onde o Papa Leão XIV foi Bispo antes da sua eleição papal. Na mensagem que o Papa escreveu para este dia, quis regressar à imagem do bom samaritano, do Evangelho de Lucas, sublinhando a dimensão social da compaixão. O Papa pede comunidades compassivas que cuidam das inúmeras redes de relações de modo apaixonado e responsável e se comprometem com o sofrimento de todos, sobretudos dos que vivem com mais intensidade a estação da fragilidade física, psíquica, social e espiritual. O Dia Mundial do Doente pode ser uma ocasião propícia para que todos os agentes pastorais e a comunidade no seu todo redescubram que há necessidade de colocar mais coração nos olhos, nas mãos e nos pés. ÚLTIMA ... Juntos no caminho de Páscoa A fé não é um assunto privado, mas um testemunho concreto que dá sabor e ilumina o quotidiano dos outros. A religiosidade verdadeira conduz à doação da vida, para que cada pessoa possa reconhecer o bem e dar glória a Deus. Sinal de vida: a missão Chegamos ao final desta “série”. Durante cinco semanas, procuramos reanimar o “sinal de vida” da nossa fé: redescobrimos que somos filhos amados (identidade), aprendemos a focar a atenção nos sinais de Deus (visão), deixámos a palavra divina iluminar as trevas (luz) e, na semana passada, ajustámos a nossa dieta espiritual (alimento). No evangelho deste Quinto Domingo (Ano A), Jesus Cristo utiliza duas imagens: o sal e a luz. São duas imagens que definem a missão dos discípulos, a nossa missão. O Mestre «não diz: vós deveis ser, esforçai-vos por vos tornardes, mas vós sois [...]. Não é um dever, é o fruto espontâneo de quem respira Deus» (Ermes Ronchi). O sal serve para conservar e dar sabor. Na família ou no trabalho, na escola ou na rua, todos podemos contribuir para dar sabor e conservar os melhores valores da vida. A luz serve para iluminar e ajudar a ver melhor o caminho. Se somos conhecidos por ir à missa, precisamos também de ser reconhecidos por estar sempre dispostos a iluminar a vida de alguém. Que os outros se sintam iluminados depois de estar connosco. Na prática, como somos “sal” e “luz”? Jesus Cristo remete para as boas obras, algo que é dito, com total clareza, por Isaías, na primeira leitura: «Reparte o teu pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante». O profeta acrescenta: a tua luz só brilha quando cuidas do outro; as tuas feridas saram quando curas as feridas do outro. É isto que nos pede o Papa Leão XIV, na intenção de oração que conduziu esta “série”: «a oração com a Palavra de Deus seja alimento nas nossas vidas e fonte de esperança nas nossas comunidades, ajudando-nos a construir uma Igreja mais fraterna e missionária». Este modo de ser “sal” e “luz”, proposto por Isaías, é o segredo para sermos uma Igreja mais fraterna. A nossa missão é tirar «do meio de nós a opressão, os gestos de ameaça e as palavras ofensivas». Num certo sentido, o sal e a luz têm de se dissolver, desaparecer, para cumprir a sua tarefa. A palavra de Deus, alimento das nossas vidas, transforma-se assim em energia para a nossa missão e em fonte de esperança para a vida dos outros. O cristão alimenta-se da palavra de Deus para ter força para se colocar ao serviço. És “sal”, quando levas bom humor para o trabalho em vez de palavras ofensivas. És “luz”, quando não voltas as costas a quem precisa da tua presença e da tua generosidade. Esta semana, vamos ser “sal” e “luz” na vida de alguém, pondo em prática o desafio de Isaías. Identifica uma pessoa. Pega no telemóvel e envia uma mensagem, faz um telefonema ou apresenta-te em sua casa: “Lembrei-me de ti e quero saber como estás. Conta comigo”. Sê o sinal de vida que essa pessoa precisa, hoje!