WEAZEL NEWS / LOS SANTOS EDIÇÃO ESPECIAL · 17 OUT 2026 LOS SANTOS · EDIÇÃO ESPECIAL S Á B A D O · 1 7 D E O U T U B R O D E 2 0 2 6 · J O R N A L D E L O S S A N T O S GRANDE ENTREVISTA A ANTÓNIO MOREIRA A NL Táxis chegou a Moreira como pagamento de uma dívida. O proprietário garante legalidade e diz guardar documentação para sustentar a gestão. POR MAURICIO MACACHEIRA · WEAZEL NEWS AMBIENTE / P. 2 LOS SANTOS CHEIRA A QUÊ? Odor intenso no centro; moradores pedem explicações, mas a origem continua por confirmar. AGRICULTURA / P. 3 PEDIDO DE REVISÃO AGRÍCOLA Agricultores pedem revisão; comerciantes alertam para custos e alternativas. SEGURANÇA / P. 5 ATRAVESSAMENTOS EM ALERTA Ocorrências preocupam; fiscalização e prevenção pedem respostas. CASO INSÓLITO / P. 6 GALI, A NLPD E UMA FACA Da alegada apropriação de uma viatura a um mês em Bolingbroke. António Moreira, proprietário da NL Táxis. A empresa surgiu como solução para uma dívida. Agora, o dono defende a sua gestão perante as perguntas de Mauricio Macacheira. PETIÇÃO DIVIDE AGRICULTORES AGRICULTURA · P. 3 PEÕES PEDEM MAIS SEGURANÇA MOBILIDADE · P. 5 O CASO QUE ACABOU EM BOLINGBROKE POLÍCIA · P. 6 NESTA EDIÇÃO P. 2 · CIDADE O odor persiste Moradores pedem explicações. P. 3 · CAMPO Pedido de revisão Agricultores divergem sobre custos. P. 4 · ENTREVISTA NL Táxis António Moreira fala sobre a empresa. P. 5 · RUA Atravessar em segurança Faltam dados sobre atropelamentos. P. 6 · POLÍCIA O caso de Gali Viatura recuperada; pena de um mês. MAURICIO MACACHEIRA · REPORTAGEM LOS SANTOS / 1 WEAZEL NEWS / LOS SANTOS EDIÇÃO ESPECIAL · 17 OUT 2026 VIDA NA CIDADE / AMBIENTE LOS SANTOS ACORDA ENVOLTA NUM NEVOEIRO... QUE NÃO PARECE VIR DO MAR Moradores e comerciantes do centro descrevem um cheiro intenso e persistente. A origem do fenómeno permanece desconhecida. POR MAURICIO MACACHEIRA · WEAZEL NEWS O centro de Los Santos numa manhã de nevoeiro. Moradores relatam um odor persistente. A manhã trouxe trânsito, portas de comércio a abrir e uma pergunta repetida em várias ruas centrais: de onde vem o cheiro intenso a cannabis que, segundo moradores, persiste há dias? A Weazel News recolheu relatos de residentes e comerciantes. Até ao fecho desta edição, não foi possível confirmar uma origem, nem há base para atribuir o odor a uma instalação ou operação específica. «Abro a loja às oito e às oito e cinco já estou a explicar aos clientes que não vendo nada disso», diz Inês, florista. «A conversa dura mais do que a compra.» O receio dos comerciantes é que a impressão associada à zona afaste clientes, embora não existam dados que permitam medir esse efeito. Carlos, mecânico, descreve um incómodo mais quotidiano: «Deixo a janela fechada e depois o carro cheira a oficina. Pelo menos esse cheiro tem uma origem que conheço.» Já Marta, estudante, diz que o odor surge e desaparece conforme a rua e o vento. «Não é uma visita marcada. É mais um vizinho que não paga renda.» Os testemunhos não são uma medição ambiental nem permitem determinar a concentração ou a composição do odor. Mudanças no vento, fontes distintas e perceções individuais podem produzir experiências diferentes. A prudência impõe separar o que os residentes sentem daquilo que uma investigação poderá confirmar. Um responsável municipal, contactado pela Weazel News, afirmou que as queixas serão encaminhadas para avaliação pelos serviços competentes. «A cidade tem de ouvir os moradores antes de apontar o dedo a alguém», declarou, sem anunciar uma causa ou calendário. O QUE DIZEM OS MORADORES • O cheiro é descrito como forte e persistente em algumas ruas. • A intensidade parece variar entre zonas e momentos do dia. • Comerciantes temem que a reputação do centro prejudique visitas. • A origem não está confirmada. Para já, a única certeza é a existência de queixas. A redação continuará a acompanhar o tema e a procurar uma resposta verificável — de preferência uma que não dependa apenas de abrir a janela. Sem origem confirmada, qualquer acusação pode lesar injustamente um negócio ou grupo de moradores. Os residentes pedem uma avaliação e informação pública; não foi anunciada uma data para a inspeção técnica. MAURICIO MACACHEIRA · REPORTAGEM LOS SANTOS / 2 WEAZEL NEWS / LOS SANTOS EDIÇÃO ESPECIAL · 17 OUT 2026 ECONOMIA LOCAL / AGRICULTURA AGRICULTORES DE LOS SANTOS DECLARAM GUERRA AOS FERTILIZANTES ARTIFICIAIS Petição da Associação Recreativa de Agricultores pede revisão da comercialização; produtores e comerciantes divergem sobre custos e alternativas. POR MAURICIO MACACHEIRA · WEAZEL NEWS Produtores de Los Santos discutem práticas e produtos agrícolas. A Associação Recreativa de Agricultores de Los Santos lançou uma petição online para pedir às autoridades uma revisão da venda de fertilizantes com componentes artificiais. O texto propõe maior escrutínio dos produtos disponíveis e incentivos a práticas que os agricultores consideram mais tradicionais. Não pede, por si só, que a cidade suspenda imediatamente todas as vendas. «Queremos saber o que estamos a pôr na terra e ter alternativas que não custem o dobro», afirma Rui, agricultor. «Há quem diga que o tradicional é sempre melhor. Eu digo que é melhor quando também consegue alimentar a colheita.» A petição, explicou, pretende abrir uma conversa pública, não substituir aconselhamento técnico. Do lado da distribuição, Helena, comerciante agrícola, pede cautela: «Se retirarem um produto antes de existir uma alternativa acessível, quem paga a experiência é o pequeno produtor.» A substituição pode exigir novos métodos, mais mão de obra e adaptação de calendários. O custo não é um detalhe quando a margem já é curta. A petição pede ainda previsibilidade: regras e custos de adaptação são tão importantes como o produto escolhido. A consulta deverá ouvir pequenos produtores e consumidores. A discussão junta preocupações legítimas, mas não resolve sozinha questões sobre eficácia, segurança ou impacto ambiental. A edição não dispõe de resultados laboratoriais nem de uma avaliação independente dos produtos em causa. Por isso, não apresenta como comprovada qualquer alegação sobre danos ou benefícios. O QUE EXIGE A PETIÇÃO? • Rever as regras de comercialização dos fertilizantes contestados. • Tornar mais clara a informação sobre composição e utilização. • Discutir alternativas viáveis para explorações de pequena escala. • Ouvir produtores, comerciantes e especialistas antes de decidir. A associação apela aos habitantes para lerem a proposta e participarem no debate cívico. Assinar é uma escolha; perceber o que está em causa deveria ser o primeiro passo. Entre a promessa de uma solução rápida e a preocupação com o preço, a agricultura continua a precisar de algo menos vistoso: informação clara e regras aplicáveis. MAURICIO MACACHEIRA · REPORTAGEM LOS SANTOS / 3 WEAZEL NEWS / LOS SANTOS EDIÇÃO ESPECIAL · 17 OUT 2026 GRANDE ENTREVISTA / NL TÁXIS A NL TÁXIS NASCEU DE UMA DÍVIDA António Moreira diz que recebeu a empresa como pagamento de uma dívida e garante que opera dentro da legalidade. POR MAURICIO MACACHEIRA · WEAZEL NEWS António Moreira, proprietário da NL Táxis, durante a entrevista com Mauricio Macacheira. Na conversa, Moreira explica como recebeu a empresa e apresenta a sua visão da gestão. As respostas abaixo sintetizam os principais pontos da entrevista. MAURICIO MACACHEIRA — Como surgiu a NL Táxis? ANTÓNIO MOREIRA — Segundo o relato de Moreira, a empresa foi-lhe entregue como pagamento de uma dívida de outra pessoa. Não era o plano original da sua vida profissional; viu ali uma oportunidade e avançou. MAURICIO MACACHEIRA — Há moradores que questionam a origem e a credibilidade da gestão. MOREIRA — Na resposta, não se alonga sobre cada rumor. Desvaloriza a dúvida e convida os cidadãos a conhecê-lo directamente, em vez de formarem opinião apenas pelo que circula na cidade. MAURICIO MACACHEIRA — A actividade e as receitas da empresa são legais? MOREIRA — Afirma que a NL Táxis opera dentro da legalidade, está registada junto do Estado e obtém as receitas dos serviços de transporte. A gravação regista a garantia do proprietário; não apresenta documentos que permitam verificá-la de forma independente. MAURICIO MACACHEIRA — Como são pagos os motoristas? MOREIRA — Diz que os condutores recebem pelas viagens e que a empresa considera as obrigações fiscais aplicáveis. Refere ainda um complemento financeiro no fim do mês, a que chama um “aconchego”, com a intenção de manter a equipa satisfeita. MAURICIO MACACHEIRA — O que procura em quem se candidata? MOREIRA — Dá prioridade à atitude e à vontade de trabalhar. Critica candidatos que pedem emprego mas, na sua leitura, não mostram disponibilidade para aprender ou contribuir. MAURICIO MACACHEIRA — Está preparado para responder a acusações de exploração laboral ou abuso de poder? MOREIRA — Diz que sim e afirma guardar registos digitais no computador e documentação em papel num cofre. Apresenta esses arquivos como suporte da sua gestão; o vídeo não os exibe nem os valida. MAURICIO MACACHEIRA — Se pudesse mudar uma escolha do passado, o que faria? MOREIRA — Considera que poderia ter estudado medicina, por entender que assim talvez fosse mais útil à sociedade. MAURICIO MACACHEIRA — Que papel devem ter os táxis em Los Santos? MOREIRA — Defende o serviço como transporte necessário para quem não tem carro e em situações de urgência. No encerramento, promete que a NL Táxis continuará disponível para os habitantes. O QUE FICA POR CONFIRMAR A entrevista apresenta as declarações do proprietário, mas não mostra registos fiscais, comprovativos de pagamento ou os documentos que ele diz guardar. Também não quantifica salários, viagens ou o complemento mensal. A IDEIA-CHAVE Moreira liga a confiança à legalidade que afirma cumprir e à documentação que diz manter. A entrevista regista a sua versão, não uma auditoria independente. NOTA EDITORIAL — As respostas nesta página são sínteses do que é dito no vídeo, não uma transcrição literal. A Weazel News distingue as alegações do entrevistado daquilo que a gravação permite verificar. MAURICIO MACACHEIRA · REPORTAGEM LOS SANTOS / 4 WEAZEL NEWS / LOS SANTOS EDIÇÃO ESPECIAL · 17 OUT 2026 SEGURANÇA PÚBLICA / MOBILIDADE LOS SANTOS A PÉ: ATRAVESSAR A RUA É DESPORTO RADICAL? Ocorrências de atropelamento no hospital preocupam profissionais e peões. A escassez de operações STOP é uma hipótese a esclarecer, não uma causa demonstrada. POR MAURICIO MACACHEIRA · WEAZEL NEWS Trânsito numa avenida de Los Santos, perto de uma passagem para peões. Profissionais do hospital de Los Santos têm registado uma subida de ocorrências relacionadas com atropelamentos, segundo informação recolhida junto de profissionais de saúde. Não foram disponibilizados números comparáveis, datas ou uma série estatística que permita quantificar a tendência. A preocupação, porém, é concreta para quem atravessa diariamente avenidas movimentadas. Entre os fatores apontados no debate estão o excesso de velocidade e a condução sob o efeito do álcool. Ambos podem reduzir a capacidade de reação e aumentar a gravidade de uma colisão. Mas estabelecer a causa de cada ocorrência exige informação sobre circunstâncias, local, hora e investigação — elementos que não estão disponíveis nesta edição. «Recebemos pessoas que nunca esperaram que uma travessia tão curta mudasse o dia inteiro», diz Sofia, profissional de saúde. «O que ajuda é prevenir antes da urgência: velocidade adequada, atenção e nenhum álcool ao volante.» O testemunho não substitui dados clínicos nem permite atribuir a subida a um único comportamento. A Weazel News deixa às autoridades perguntas simples: há dados consolidados? Onde se concentram as ocorrências? Como se escolhem os locais de fiscalização? Que medidas de prevenção acompanham as operações? Sem respostas, culpar apenas a falta de STOP seria tão precipitado como chamar seguro a um cruzamento só porque ainda não houve acidente diante de nós. A pergunta sobre operações STOP merece resposta das autoridades: quantas são realizadas, onde e com que objetivo? Uma fiscalização insuficiente pode reduzir a perceção de risco de infração; por outro lado, operações STOP não são a única ferramenta de prevenção e a sua ausência não prova causalidade. Iluminação, desenho das vias, velocidade e comportamento de todos os utilizadores também contam. «Espero pelo sinal verde e mesmo assim olho duas vezes», conta André, empregado de café. «Aqui, ter prioridade não significa que alguém a vá respeitar.» ATENÇÃO AO ATRAVESSAR • Use a passadeira e respeite a sinalização. • Confirme que os veículos pararam antes de avançar. • Evite atravessar entre carros estacionados. • Condutores: reduza a velocidade e nunca conduza após beber. A responsabilidade é partilhada: quem conduz controla velocidade e atenção; quem planeia as vias decide visibilidade e segurança dos atravessamentos. Prevenir não é contar multas: é avaliar se as pessoas atravessam sem depender da sorte e se as infrações têm consequências consistentes. MAURICIO MACACHEIRA · REPORTAGEM LOS SANTOS / 5 WEAZEL NEWS / LOS SANTOS EDIÇÃO ESPECIAL · 17 OUT 2026 POLÍCIA / BOLINGBROKE GALI E O CASO DA VIATURA POLICIAL A FACA APREENDIDA O CAMINHO ATÉ BOLINGBROKE Jovem conhecido como Gali foi detido após um incidente com uma viatura da NLPD. A faca apreendida e a pena aplicada colocaram o caso sob atenção pública. POR MAURICIO MACACHEIRA · WEAZEL NEWS Uma viatura da NLPD estacionada junto à esquadra. Gali junto à sua moto. Um jovem conhecido como Gali foi detido por suspeita de se ter apropriado de uma viatura do NoLimits Police Department (NLPD). A intervenção terminou com a condução do suspeito para Bolingbroke. Durante a ocorrência foi apreendida uma faca cuja dimensão poderá infringir a legislação aplicável. Um porta-voz da NLPD descreveu o caso como uma situação invulgar, que exigiu a recuperação da viatura e a detenção do suspeito. Gali não tem reincidências registadas no caso e recebeu uma pena de um mês de prisão. A decisão não apaga a gravidade potencial de retirar uma viatura policial nem de transportar um objeto proibido. CRONOLOGIA DO CASO 1. Uma viatura da NLPD é alegadamente retirada. 2. Agentes intervêm e recuperam a viatura. 3. Gali é detido; uma faca é apreendida. 4. O caso segue para decisão judicial. 5. É aplicada pena de um mês em Bolingbroke. UM MÊS EM BOLINGBROKE A pena de um mês foi aplicada após a detenção. Os elementos disponíveis não permitem detalhar o processo, as regras específicas sobre a faca ou eventuais condições da sentença. «Não é todos os dias que alguém troca a moto por uma viatura policial e acaba a viagem sem volante», comenta Luís, mecânico. O humor do episódio está na sequência improvável; não na privação de liberdade nem nos riscos que o comportamento pode ter criado. A fotografia mostra Gali junto à sua moto; o caso passa pela recuperação da viatura e pelo esclarecimento sobre a faca apreendida. Excêntrico é uma descrição possível do episódio. Um diagnóstico sobre a pessoa, não. O caso é insólito, mas apropriar-se de uma viatura policial e transportar objetos proibidos não é uma brincadeira sem consequências. A recuperação do veículo e a segurança de quem estava no local devem permanecer no centro do relato. A redação procurará esclarecer os critérios aplicados à faca e à decisão judicial, sem antecipar conclusões. MAURICIO MACACHEIRA · REPORTAGEM LOS SANTOS / 6