Mulheres Boas de cama Guia prático para revolucionar SINTA MAIS PRAZER, TENHA MAIS ORGASMOS E SEJA MAIS FELIZ Jaque Barbosa e Eme Viegas Criadores do site Casal Sem Vergonha lido por mais de 7 milhões de pessoas por mês. sua vida sexual © 2015, by Jaqueline Barbosa e Emerson Viegas Título: Mulheres boas de cama - Guia prático para revolucionar sua vida sexual Gerente Editorial: Jaqueline Barbosa e Emerson Viegas Projeto Gráfico: Emerson Viegas Diagramação: Emerson Viegas Revisão: Lara Souto Santana e Jaqueline Barbosa Capa: Emerson Viegas 2015 Todos os direitos desse ebook são reservados. Nenhuma parte dessa obra pode ser apropriada e estocada em sistema de bancos de dados ou processo similar, em qualquer forma ou meio, seja eletrônico, de foto- cópia, gravação, etc., sem a permissão dos detentores do copyright. 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E não foi no bom sentido. Já senti muita insegurança e encanação com meu corpo. Já fiquei com muito medo de ser julgada como vadia por expor meus desejos. Já fiquei horas esperando o telefone tocar em vão depois de uma noite de sexo. Já desperdicei muita chance de sentir prazer porque não me conhecia. Já fingi o orgasmo várias vezes e depois me tornei prisioneira dessa mentira. A gente não aprende sobre sexo em lugar nenhum e quando nos vemos estamos lá, nus em uma cama, sem saber direito como pegar no outro e como expressar nossas fantasias sexuais bizarras (todo mundo tem pelo menos uma dessas fantasias cabeludas!). É tipo ser jogado no mar com equipamento de mergulho, sem treinamento nenhum e falar: “Vai, se vira!”. Não seria uma surpresa que uma pessoa nessa situação se atrapalhasse, fizesse besteira e até mesmo se afogasse. É assim que funciona com o sexo também. A gente cai no olho do furacão sem treinamento nenhum. Não é à toa que ficamos com dúvidas, inseguranças e até mesmo traumas com o passar dos anos. No início da minha vida sexual, sexo era quase uma tarefa mecânica. Era até divertido, mas como eu não sabia explorar todo o potencial que tinha para sentir e dar prazer, desperdicei muitas chances de ter experiências incríveis. Volta e meia eu até questionava porque as pessoas enalteciam tanto o sexo assim. “Tá, transar é divertido, mas também não é pra tanto”, eu pensava. O principal motivo para eu enxergar o sexo dessa maneira era porque eu não conseguia gozar com outras pessoas. Eu conseguia gozar com uma certa facilidade com masturbação, mas jamais outra pessoa tinha conseguido me fazer chegar lá. Depois de várias tentativas sem sucesso, eu comecei a me sentir mal. Ficava pensando que eu era frígida, que tinha alguma coisa de errado comigo, que não era possível eu não conseguir gozar se todas as mulheres conseguiam. E foi aí que eu comecei a fingir. Fingi uma vez, vi que deu certo. Fingi mais uma, depois outra, até que fingir orgasmo se tornou um hábito na minha vida. Achava que essa era 6 uma forma de resolver meu problema: o cara ficava feliz, eu não me sentia pressionada, seria bom para os dois lados. Só que o que eu não conseguia enxergar na época é que quem mais estava perdendo nesse joguinho de mentiras era apenas eu! Além de fingir o orgasmo, eu também não conseguia relaxar tanto quanto gostaria. Tinha algumas encanações com o meu corpo. Achava meus peitos grandes demais, minha bunda flácida e morria de vergonha das estrias. Por causa disso, evitava posições que evidenciassem demais essas partes do meu corpo. Em vez de me concentrar em sentir prazer, eu ficava viajando no que o cara iria pensar de mim. O resultado era que o sexo acabava sendo meia-boca sempre. Era gostoso, mas não era espetacular. Isso contribuía para que os meus “rolos” não durassem muito. Depois de transar algumas vezes, o cara simplesmente sumia do mapa! Com isso, minha insegurança aumentava ainda mais, tanto no sexo quanto nos relacionamentos. Ficava me perguntando o que tinha de errado comigo, mas não encontrava respostas. Até que o Eme surgiu na minha vida. Eu tinha recém terminado um namoro que tinha acabado porque as coisas foram esfriando com o tempo. Inclusive o sexo. Quando fomos nos dar conta da gravidade do problema, já tínhamos nos transformado em amigos. O Eme vinha de uma fase de mais ou menos um ano solteiro, depois de ter tido pelo menos umas seis namoradas sérias. Ele estava convencido de que ser solteiro era mesmo a solução e dividia o seu tempo saindo com diferentes mulheres. Ele não conseguia encontrar uma mulher só que suprisse todas as suas necessidades e que o completasse de modo que ele não sentisse mais vontade de ficar com outras pessoas, então ficava com várias, aproveitando o melhor de cada uma delas. Tratava todas bem, como se fossem namoradas, mas sem a obrigação de fidelidade ou de prestar contas. Os amigos acreditavam que ele seria mesmo o solteirão/pegador da turma. Até que um dia a gente se conheceu de uma forma bem improvável pra 7 maioria das pessoas: pelo Orkut (wow! Estamos ficando velhos! #RIPOrkut). A gente se cruzou em alguma comunidade em comum, fomos conversando até que marcamos um encontro, depois outro, depois outro...Foi difícil, viu? Ele estava saindo com várias mulheres ao mesmo tempo e sempre me dava canos dizendo que precisava trabalhar até tarde, que era aniversário da avó dele de 98 anos, que tinha de levar o cachorro no veterinário ou qualquer outra desculpa nada convincente. Mas por algum motivo eu sentia que era pra gente ficar junto e insisti (as mulheres sempre sacam essas coisas antes, fala aí?). Eis que três meses depois do primeiro encontro, a gente começou a namorar. Hoje, cinco anos depois daquele “scrap” que daria início a tudo, estamos mais felizes do que nunca. Nossa parceria fica cada dia mais forte. O respeito e admiração só crescem. O sexo fica mais quente cada dia que passa. E a gente confirmou na prática que aquela ideia de se reapaixonar pela mesma pessoa todos os dias é possível. O Eme era publicitário nas maiores agências de São Paulo, eu era professora de inglês, até que decidimos largar nossas antigas profissões para apostar num sonho. Queríamos fazer alguma diferença no mundo e 8 tivemos uma ideia. A gente tinha uma coisa muito forte em comum: adorávamos conversar e pesquisar sobre amor e sexo. Antes mesmo de começarmos a namorar, passávamos horas conversando sobre isso. Muitas vezes íamos para o motel e ficávamos horas e horas conversando, para ir para os finalmentes só quando o dia raiava. Era assunto que não acabava mais. Ficávamos conversando sobre o que considerávamos modelos interessantes de relacionamentos, discutíamos conceitos sobre fidelidade, modos de vida, ciúmes, sinceridade, atitude, vergonha na hora do sexo, intimidade, dentre outras coisas. Percebemos também que nós dois éramos os conselheiros amorosos dos nossos amigos. Sempre que algum deles estava em crise, cabia a nós dar os conselhos na hora em que a coisa apertava. Também descobrimos que nós dois tínhamos em nossas casas uma verdadeira biblioteca formada por obras relacionadas a amor e sexo. Éramos estudiosos natos desse assunto. E, obviamente, não ficávamos só na teoria – testávamos conceitos nos quais acreditávamos no nosso próprio relacionamento e também nas nossas vidas pessoais. Decidimos que não queríamos ter uma relação padrão seguindo moldes pré-estabelecidos pela sociedade. Queríamos construir uma relação da forma que achávamos ideal, mesmo que isso fosse visto com estranheza pelos mais tradicionais. Por isso, antes de começarmos a namorar, alinhamos as nossas visões e fizemos acordos para que pudéssemos viver a relação dos nossos sonhos. Finalmente consegui me descobrir no sexo. Com ajuda do Eme, e de muita pesquisa, consegui me livrar das encanações com meu corpo. Hoje tenho total controle sobre meu corpo (já cheguei a gozar mais de dez vezes numa relação sexual, sem falar nos orgasmos múltiplos) e descobri meu potencial de sentir e dar prazer. Percebemos então que poderíamos ajudar as pessoas nessa área dos relacionamentos e sexualidade. Unimos a experiência dele com internet e criação, o meu prazer em escrever, as conclusões e discussões sobre relacionamentos que faziam parte da nossa rotina, e assim demos início ao que atualmente é o maior site na internet brasileira focado em discutir 9 sobre relacionamentos e sexo – o Casal Sem Vergonha [www.casalsemvergonha.com.br], que hoje recebe mais de sete milhões de visitas por mês. O CSV nasceu justamente desse nosso exercício diário de explorar questões da vida a dois e tentar encontrar soluções para os problemas que atingem 99% dos casais, na vida e na cama. A gente sabia que havia formas de fugir dos problemas padrões nas relações de pessoas e que acabavam com elas. Fomos testando conceitos, metodologias, alinhamentos, e percebemos que a solução para os problemas do cotidiano dos casais era na verdade mais simples do que pensávamos no início. Percebemos que os veículos que se dedicavam a falar sobre o tema, menosprezavam a inteligência das pessoas e precisávamos fazer algo a respeito. 10 E as pessoas definitivamente estavam precisando de um espaço no qual poderiam discutir sobre esses temas presentes na vida de todo mundo, sem tabus nem preconceitos. Assim, foram surgindo os primeiros vídeos, nos quais ligávamos a câmera e colocávamos em pauta alguns dos maiores tabus ainda existentes na sociedade, que impediam muitas pessoas de ter relações felizes. Fomos tendo um feedback impressionante das pessoas que queriam ouvir mais, queriam saber mais, aprender mais, e assim vimos a necessidade de começar a escrever textos diários com nossos pontos de vista. Esse foi o começo de tudo, e ao longo de quatro anos de site, continuamos recebendo uma série de depoimentos diários de pessoas que foram positivamente impactadas pelo projeto – desde mulheres que eram casadas há trinta anos e que não faziam mais sexo há dez anos, até mulheres que nunca tinham gozado na vida e que encontraram no CSV um espaço onde podiam tirar dúvidas e participar de discussões. Posso dizer que nesses anos de projeto ouvimos de tudo – tudo mesmo – o que você possa imaginar sobre sexo e relacionamentos, e percebemos o quanto as pessoas estavam carentes e necessitadas de um lugar onde pudessem discutir, sem julgamentos, sobre os assuntos que afligem todo mundo, mas que ainda eram vistos com muito tabu e repressão por uma sociedade hipócrita. Afinal, se todo mundo transa e se relaciona, por que raios não podemos falar sobre isso? Além do contato direto com as pessoas, fizemos também muitos cursos de especialização sobre o assunto, consumimos uma vasta quantidade de livros sobre o tema (ainda bem que existem ebooks hoje em dia, ou a nossa casa seria dominada por livros sobre sexo!), assistimos à palestras dos melhores especialistas na temática de amor e sexo do mundo inteiro, e a cada dia mais continuamos nos especializando nesse fascinante universo. Conclusão: além de namorados, viramos também sócios. Largamos para trás empregos que já não nos faziam felizes, e conquistamos uma vida que para muitas pessoas é inimaginável. Nosso escritório é o mundo, e trabalhamos em qualquer lugar desde que tenhamos uma boa conexão com internet e um laptop debaixo do braço. Saímos de São Paulo, 11 vivemos dois anos em uma agrovila em Ilhabela de frente pro mar, trabalhamos de diferentes lugares na Europa, desde uma praia em Barcelona até um coffeeshop em Amsterdã, e para nós a aventura apenas começou. Encontramos a fórmula antimonotonia. Contrariamos todas as regras que dizem que trabalhar com quem se ama pode ser uma péssima ideia. Unimos nossos potenciais e assim conseguimos ir mais longe. Nossa parceria aumentou. Nossa vida sexual fica cada dia melhor. Viajamos juntos para os lugares mais incríveis do planeta. Aprendemos diariamente um com o outro. Não temos ciúmes. E deixamos muita gente confusa quando afirmamos que só discutimos mesmo para ver quem fica com o controle remoto. Durante estes quatro anos, criamos uma relação íntima com os nossos leitores. Calma, não é isso que você está pensando! Estamos falando de intimidade no sentido das pessoas se abrirem com a gente como não podem fazer com mais ninguém. Como ainda é muito difícil conversar sobre sexo com as pessoas (e com o parceiro), muita gente acaba não tendo com quem desabafar e tirar dúvidas. É aqui que o nosso projeto impacta e transforma vidas. Com o objetivo de ajudar ainda mais mulheres a entender que elas são Deusas e que podem ter uma vida sexual muito mais fantástica do que vêm tendo, nasceu este livro. Ele foi feito com base no conhecimento acumulado nestes quatro anos de pesquisas, de cursos, de estudo, de conversas, de terapia com casais e do mantenimento de um site com conteúdo diário e exclusivo sobre amor e sexo. Temos certeza de que toda mulher é boa de cama, algumas delas apenas precisam descobrir isso. Toda mulher tem o potencial de sentir e dar muito prazer. Toda mulher tem o potencial de ser sexy. Toda mulher tem potencial de arrasar no sexo. Toda mulher tem potencial de ter uma vida sexual incrível. Inclusive você. As MBC (Mulheres Boas de Cama , como iremos chamá-las neste livro) são aquelas que perceberam que o controle do seu prazer está dentro delas e que sabem que o potencial feminino de sentir prazer é infinito (só o fato das mulheres serem capazes de ter orgasmos múltiplos, enquanto 12 os homens perdem a libido depois de ejacular, já prova isso!). Toda mulher pode se tornar uma MBC , basta um pouco de treinamento para isso. Depois de tantos anos trabalhando com sexualidade, percebemos que os problemas das mulheres são muito parecidos, e a grande maioria deles é mais fácil de resolver do que elas pensam. Nós vamos te ajudar a chegar lá. Existe uma receita para isso. A sua vida sexual não precisa ser morna, muito menos um fiasco. Não mesmo. A maioria das mulheres, inclusive eu no passado, passa muito tempo se convencendo de que é normal não gozar em todas as relações sexuais, que é normal o sexo ficar monótono depois de um tempo, e que elas já sentem o máximo de prazer possível. Você precisa mudar esse padrão mental e o livro que você tem nas mãos hoje é um grande passo rumo a sua transformação. A verdade, pelo menos a verdade segundo nós vivemos, e que compartilharemos neste livro, é bem diferente. Desde como conseguir a sentir orgasmos múltiplos até como fazer ele se apaixonar por você depois de uma transa, vamos te mostrar como as mulheres boas de cama fazem o que pra muita gente é impossível. Se você está lendo este livro, o mais provável é que não quer ter uma vida sexual monótona e sem graça. Você quer revolucionar a sua vida sexual e nós iremos dar os passos para você conquistar isso. Não é impossível. Nem utópico. É muito mais real do que você imagina. Nos últimos quatro anos, respondemos centenas de vezes à pergunta “como ser uma mulher boa de cama?” e decidimos escrever este livro para que a resposta chegue para a maior quantidade de pessoas possível e que consiga ajudar muitas mulheres pelo mundo a sentir mais prazer, se conhecer melhor, dar mais prazer e gozar mais da vida. Aqui você encontrará as ferramentas e os “cliques” dos quais você precisa para finalmente ser uma mulher boa de cama e deixar de lado para sempre velhos conceitos limitadores. Todas as respostas e quebras de paradigmas que levantamos nesses últimos anos finalmente foram condensadas em uma obra que vai mostrar como é possível deixar de ser uma mulher insegura para se tornar uma mulher que sabe o que quer. Iremos colocar em xeque algumas das “verdades” e conceitos antigos de sexo que hoje em dia só geram frustração e sofrimento, e iremos cutucar 13 algumas feridas levantando questões do tipo: > Sua vida sexual anda tão boa quanto gostaria? > Como se sentiria se conseguisse gozar em todas as relações sexuais e sentir prazeres que você jamais imaginaria poder sentir? > Qual seria a sensação de fazer com que alguém não consiga parar de pensar em você depois de uma noite de sexo? > Que tal se você pudesse dominar técnicas que vão deixar qualquer homem com muito tesão? > Qual seria a sensação de tirar a roupa e se sentir sexy e poderosa? > Como se sentiria se conseguisse fortalecer a parceria com a pessoa que você ama com um sexo incrível? > Há mulheres que exploram todo o seu potencial e sentem muito prazer, e outras que acham que sexo é algo morno. Em qual time você quer estar? Nesse ponto, você deve estar se perguntando o que torna este livro diferente das centenas de outros que ocupam as prateleiras da área de sexo nas livrarias e na internet. Em primeiro lugar, não iremos gastar muito tempo focando nos problemas. Vamos assumir que você está cansada de uma vida sexual mais-ou-menos e está em busca de revolucionar sua vida sexual e sentir mais prazer. A partir daí, te daremos ferramentas para conquistar o que você busca. Em segundo lugar, iremos focar no que realmente importa, nas coisas que realmente fazem a diferença. Você quer usar uma lingerie linda? Ótimo. Quer gastar horas na academia para ter um corpo perfeito? Excelente. Mas já adiantamos que nada disso vai garantir que o sexo seja bom de verdade. Vamos nos concentrar em gerar reflexões e dar aqueles cliques que você de fato precisa para operar milagres na sua vida sexual. 14 Esse foi um livro escrito a quatro mãos. Todos os conceitos que você ler nessa obra foram criados por mim e pelo Eme Viegas, durante a nossa trajetória trabalhando com o comportamento sexual do brasileiro. Todas as técnicas, reflexões e questionamentos foram frutos dessa parceria. No entanto você vai perceber que a voz principal do livro é feminina. Como essa obra foi feita direcionada para as mulheres, eu, Jaque Barbosa, vou assumir a narração na maior parte do tempo, afinal tem coisas que a gente prefere falar de mulher para mulher. Já vamos avisando que este é um livro pé-na-porta. Se você é frágil demais e detesta ouvir verdades, recomendamos que pare a leitura por aqui. Nossa intenção é abusar da sinceridade, num nível que nem sua mãe nem seus amigos fariam. Pode doer um pouco, mas garantimos – se lida com atenção –, a obra que tem nas mãos pode transformar para sempre (e para melhor) sua vida sexual. Depois dela, há chances de você nunca mais ser a mesma. Aperte os cintos o avião vai decolar e você está prestes a embarcar numa jornada de conhecimento que não tem mais volta. Avisamos que não temos saída de emergência e nem rota de fuga. No caso de falta de ar e de taquicardia, pare, respire, tome uma água e volte para a leitura. Turbulências são esperadas durante a jornada – mantenha a calma e tudo dará certo. Desejamos a todos uma prazerosa e transformadora viagem. Jaque Barbosa e Eme Viegas Florianópolis – Brasil 2015. 15 16 Ninguém sabe muito bem de onde vem essa coisa que faz com que todos os homens se apaixonem ainda mais por ela depois do sexo. O fato é que depois de uma experiência íntima com ela, nenhum homem é mais o mesmo. Ele pode até tentar esquecê-la, mas as cenas dela mordendo os lábios e encarando-o sem medo nenhum de mostrar que queria devorar cada parte dele deixará marcas profundas nele e na memória dele. A mulher boa de cama não nega seus instintos. Ela gosta de sexo e não tem vergonha nenhuma de admitir. Ela pode até não expor isso entre as rodas de amigos, mas, entre quatro paredes, para o sortudo que tiver a chance de dividir a cama com ela, ela é pura autenticidade. Ela é daquelas que deixa qualquer homem pronto só de olhar. Ela olha fundo nos olhos e sem precisar dizer nada, fazendo com que ele não veja a hora de tocá-la. Ela tem o controle de tudo, mas até deixa que ele pensa que o controle também é um pouco dele. Faz parte do seu show. Se ele não sabe como satisfazê-la, ela logo trata de ensinar, porque a 17 mulher boa de cama não tolera um cara que não sabe o que faz na cama por muito tempo. Ela diz do que gosta e não perde tempo esperando que o cara adivinhe. A mulher boa de cama é sexy e sabe disso. E sabe principalmente que ser sexy não tem nada a ver com uma lingerie bonita ou com um Scarpin salto 15. Ela sabe ser sexy até de pijama quando acorda. Isso acontece porque ela se sente linda e exala autoconfiança pelos poros, fazendo com que qualquer um que passe uma noite com ela concorde com isso. A mulher boa de cama não é só escolhida, ela escolhe. Ela não espera o homem tomar iniciativa. Se quer, pede. Se não está gostando, muda. Ela gosta de sexo e não transa somente para satisfazer as vontades masculinas. Ela é dona do próprio prazer e leva à risca o conceito de que mulheres são Deusas. Ela é a Deusa da sua própria mitologia. A mulher boa de cama goza quantas vezes quiser, porque ela conhece seu corpo e suas fontes de prazer melhor do que qualquer um. Ela jamais deixaria seu prazer somente nas mãos de outra pessoa. Ela se toca, se satisfaz e goza de si mesma. A mulher boa de cama sabe o que fazer na hora certa, não precisa ser guiada. Mas ela também deixa que o outro fique no comando para que ele tenha, pelo menos por alguns instantes, a sensação de que pode controlá-la. A mulher boa de cama tem atitude: pede, propõe, realiza. A última coisa que ela vai parecer na vida é uma boneca inflável esperando para ser comida. A mulher boa de cama não tem tabus nem preconceitos e não aguenta mais de vinte minutos ao lado de um cara que ainda acha que mulher tem que ser recatada. Ela não tem paciência para joguinhos e muito menos para encanar com que os outros acham dela. A mulher boa de cama não finge, ela é. E aquele que não entender como cabe tanta autoconfiança numa pessoa só, jamais terá chance com ela. A mulher boa de cama vive dentro de cada uma das mulheres do mundo. Inclusive dentro de você. Você só precisa libertá-la para transformar sua vida para sempre. Este livro vai te ensinar como fazê-lo. 18 19 Eu me masturbo desde que me conheço por gente. Antes mesmo de eu sonhar em ter pêlos pubianos eu já me esfregava nos travesseiros da casa em busca de prazer. No início eu não tinha ideia do que era aquilo e de quantos tabus estavam envolvidos no ato de esfregar a perereca em algum lugar para sentir uma sensação boa. Eu apenas fazia porque era bom. Simples assim. Só alguns anos depois, talvez com uns 10 anos de idade, que me toquei (literalmente) que aquilo que eu fazia tinha nome: masturbação. Foi ali que começou toda a paranoia. Comecei a me sentir super culpada. Eu não sabia muito sobre o tema mas, se ninguém falava sobre ele, então devia ser muito errado. O fato de eu precisar fazer isso escondida também me dava indícios de que aquilo não era uma coisa normal. Eu devia mesmo ser uma pervertida. Mal sabia eu que além de mim, 90% das pessoas do mundo faziam aquilo, talvez com muito mais frequência do que eu. Minhas amigas provavelmente também andavam se esfregando escondidas pelas almofadas mas ninguém tinha coragem de falar sobre isso. 20