8 Existem diversas teorias sobre a origem do kombucha. A mais difundida é que ele remonta à dinastia Qin (ano 220 a.C.) na China. Eles fermentavam o chá para conservá-lo e não estragar durante as viagens. Mais de dois mil anos se passaram, e somente em 2007 o kombucha se popularizou. A empresa norte-americana GTS, sediada em Los Angeles, foi a primeira a comercializar a bebida. Em 2011, o faturamento anual no mundo era de US$ 80 milhões, em sete anos esse número cresceu para US$ 800 milhões em 2018, segundo a Associação Internacional de Produtores de Kombucha, sediada nos Estados Unidos. A estimativa feita pela empresa Global Market Insights é de que até 2025 o kombucha deve movimentar cerca de US$ 5 bilhões em todo o mundo. A TAO Kombucha, empresa localizada na capital gaúcha, começou a vender a bebida em 2015. Atualmente, está presente em mais de mil pontos de venda no país. O representante comercial da Tao Kombucha, Solon Macedo, comenta que “80% do público que consome a bebida é de mulheres entre 17 e 40 anos. Outro grande grupo é o de pessoas mais velhas, que gostam de consumir o kombucha para melhorar a ! ora intestinal”. Ele também comenta que o mercado vem crescendo exponencialmente, pois as pessoas estão consumindo mais produtos naturais e orgânicos. Entre os principais benefícios do kombucha, está a capacidade antioxidante e no seu efeito probiótico. Luiza Savietto, médica generalista, tem um consultório especializado em alimentação saudável, e é uma entusiasta em alimentos e bebidas alternativas: “O Kombucha é um líquido com potencial probióticos, ou seja, dentro dele existem alguns tipos de bactérias que podem ser bené " cas para nosso organismo. O nível de vitaminas varia muito, porque depende de como ele foi feito e quais materiais foram usados na segunda fermentação”. A médica a " rma ainda que o kombucha entra como uma alternativa ao refrigerante. “Ao saborizar o líquido, ele " ca uma bebida gasei " cada, com sabor de frutas”. Para gasei " car é preciso adicionar açúcar, pois as bactérias se alimentam dele para produzir o gás da bebida, mas não é possível precisar até que ponto o açúcar vai ser todo consumido por elas. Por causa disso, a médica Luiza Savietto não recomenda o consumo para pessoas com diabetes. Grávidas a pessoas com problemas imunológicos devem evitar a bebida também. Segundo ela, por ser Comportamento Kombucha: por que você deve começar a consumir Chá gaseificado, que pode ser produzido artesanalmente, ganha cada vez mais adeptos Ana Weber - 2,5 litros de água (antes de começar, deixe 1,5 litro gelando na geladeira ; - 150g de açúcar cristal (50g por litro ); - 15g de chá (5g por litro. Pode ser qualquer variação da camellia sinensis : chá verde, preto, branco ou vermelho ); - S coby com starter (cerca de 500 ml de líquido que contém uma enorme quantidade de bactérias e leveduras necessárias para que a fermentação do Kombucha ocorra ); - U ma suqueira ou um vidro de 3 litros ; - U m pano para cobrir o recipiente (não dá para usar a tampa, pois ela impede que a bactéria respire ); - U ma colher de plástico ou madeira (não pode ser de metal ); - P eneira ; - V asilhame com tampa ; - G arrafas PETS ; - Frutas ou sucos para saborizar O que você vai precisar: 1 3 4 2 A dicione no vidro o 1,5 litro que estava gelando. Depois peneire a 1º etapa e junte com a água gelada dentro do vidro Adicione o scoby e o starter no vidro Feche o vidro com o pano e deixe descansar de 7 - 12 dias num local fresco e arejado, numa temperatura entre 15ºC e 25ºC. F erva um litro de água. Adicione o açúcar e o chá no vasilhame e mexa . Deixe descansar por 10 mim. SCOBY 5 6 Depois do sétimo dia, experimente. Se a bebida não estiver mais doce, pode retirar do vidro. Guarde o scoby junto com 500ml do kombucha em um vidro. Ele vai ser o starter na próxima fermentação. 7 Pegue uma garrafa pet, adicione a fruta desejada. Misture com o kombucha , feche a garrafa. Coloque na geladeira e espere alguns dias e pronto! É importante deixa - lo refrigerado. produzida artesanalmente há alguns riscos: “Pode acontecer alguma coisa, a gente não sabe se houve uma contaminação, quanto açúcar tem. Por isso é difícil saber como o sistema imunológico vai reagir e não recomendo para esses grupos”. Luisa Brum tem 22 anos e estuda de Ciências da Natureza na URFGS. Ela recebeu o scoby (principal componente para produzir o kombucha) de um colega da faculdade. Luisa estava fazendo quimioterapia para linfoma de Hodgkin e tinha muita prisão de ventre. “Comecei a consumir em abril. Melhorou bastante o funcionamento do meu intestino.” É possível adquirir o scoby por meio de doações, por grupos do Facebook, em lojas online, ou até criar a partir de um kombucha comprado. Con " ra abaixo a receita de Lucas Motanari, criador da página Fermenta com Ciência: