Teutônia, sexta-feira, 4 de setembro de 2026 – Nº 780 – R$ 7,00 Assine: (51) 3762-2470 Aos 5 anos, menino é destaque em provas campeiras pelo RS Página 7 Parceria entre CT e Faculdade Horizontina viabiliza novo curso de MBA Projeto retira excesso de cabos e visa melhorias estéticas e de segurança Teutônia divulga programação, com César Oliveira e Rogério Melo como atração principal ACAMPAMENTO FARROUPILHA Página 11 Página 4 Página 12 FORMAÇÃO POSTE LIMPO ESPECIAL FARROUPILHA Ao menos dez empreendimentos da micror- região integram o Pavilhão da Agricultura Familiar, um dos lugares mais visitados do maior evento do agronegócio. Presença exalta raízes locais e abre caminhos para reforçar relações comerciais e conquistar novos mercados. Previsão de tempo seco au- menta expectativas para um maior volume de negócios até o fim da feira, que encerra neste domingo, 6. Páginas 8 e 9 GABRIELA ARENDT SCHWINGEL SARA ÁVILA Uma vitrine para exaltar a força da produção regional EXPOINTER Sexta-feira, 4 de setembro de 2026 2 POLÍTICA INFORMATIVO REGIONAL Natural de Estrela, Fabiano Diehl tem 51 anos e é jornalista, com passagens por veículos de comunicação e assessoria de imprensa do setor público. Possui formação em Marketing e Logística, além de pós-graduação em Defesa Civil. Nas redes sociais, se define como “O Homem do Tempo”. A candidatura a deputado estadual marca a sua primeira disputa a um cargo eletivo. “A gente precisa falar em desassoreamento dos arroios e dragagem do Rio Taquari” DADOS DO CANDIDATO Nome completo: Fabiano Eugenio Diehl Idade: 51 anos (03/10/1974) Município: Estrela Grau de Instrução: Pós-Graduação Partido: União Brasil Número: 44333 Total de bens declarados: Sem bens declarados FONTE: PORTAL DIVULGACAND Q u e m é F a b i a n o Diehl e o que o motiva a disputar uma vaga no Legislativo? Fabiano Diehl - Eu sou jornalista, eu tenho 51 anos, sou graduado em Marketing e Logística e cumpri agora minha pós-graduação em De- fesa Civil. Eu nasci em Estrela, na época em que Teutônia ainda fazia parte de Estrela, nasci em 74. E sou candidato a deputado estadual, quero ser depu- tado estadual porque en- tendo que o Vale, Estrela, Teutônia, precisa de uma representação que leve as importantes pautas aqui da região para o parla- mento gaúcho. Que exp eriências da tua trajetória te cre- denciam para exercer o mandato? Fabiano - Importan- te ressaltar que, nessa minha trajetória política e como jornalista, eu já atuei na Assembleia Le- gislativa como assessor parlamentar do depu- tado Maurício Dziedri- cki. Foram dois anos lá que a gente conheceu todo o rito da Assem- bleia Legislativa. Também tive a oportunidade de trabalhar na Secretaria Estadual do Trabalho e também na Secretaria Estadual do Microcrédito. Foram duas experiências muito interessantes de trabalhar e alavancar o desenvolvimento econô- mico, principalmente dos pequenos empreendedo- res. Ultimamente também estive na assessoria do deputado federal Luiz Carlos Busato. Então eu conheço como funciona a Assembleia Legislativa, conheço como funciona o governo do estado e vou poder trabalhar muito pela nossa comunidade. Quais são hoje os principais desafios do Vale do Taquari? Fabiano - O Vale do Taquari está passando por uma reconstrução. A gente foi muito afetado nas enchentes de 2023 e 2024. Acre dito que, principalmente, a ques- tão do monitoramento e dos alertas das enchentes do Vale do Taquari, que estão muito aquém, mes- mo passados dois anos. A gente precisa falar em d e s a s s o r e a m e n t o d o s arroios, como o Arroio Boa Vista, o Arroio Es- trela e a dragagem do Rio Taquari. Mas principal- mente em infraestrutura e logística. O Vale do Ta- quari vive um momento catastrófico na logística. Tivemos, esses dias, a interdição da ponte que liga em Encantado e Mu- çum. Estamos pagando pedágio e temos que fa- zer desvio por estrada de chão, passando por Roca Sales. A Ponte dos Vales era para ter começado em março, já estamos em agosto e não começou. A gente precisa ter uma voz que defenda esses projetos. E com a nossa mi- crorregião de Teutônia, como você pretende colaborar? Fabiano - Essa é uma discussão importante, porque Teutônia e Es- trela passam a ter um papel preponderante no desenvolvimento econô- mico. São dois municípios que têm áreas fora das enchentes e muitas em- presas, principalmente de Lajeado, vieram se instalar nessa região. Mas a gente precisa falar de logística, a gente precisa da duplicação da Rota do Sol, ligando Estrela, Teutônia, Westfália, Boa Vista do Sul, até Garibal- di. Isso é de suma impor- tante, porque agora com a Ponte dos Vales, ligando Cruzeiro do Sul e Estrela, nós vamos colocar o Vale do Rio Pardo conectado com o Vale do Taquari e a Serra Gaúcha, e vai passar tudo por aqui. Então a gente precisa sim trabalhar muito forte essa questão da duplicação da Rota do Sol, ligando Es- trela até Garibaldi. Q u a i s p r o p o s t a s concretas o senhor pre- tende levar ao parla- mento? Fabiano - Principal- mente a questão da dra- gagem dos rios. A gente precisa que os órgãos de meio ambiente sejam mais suscetíveis a essa situação. São mais de 20, 30 anos, que não é permitida a dragagem do Guaíba. E a gente precisa mudar isso. E além disso, dragando os rios, dra- gando o Guaíba, a gente vai ter os sedimentos que a gente vai tirar desses rios. Do Guaíba, como o cascalho, que vai poder ser usado principalmente para as prefeituras e na recuperação das estradas vicinais, que também são muito prejudicadas pelas chuvas e pelas enchentes. Então a gente vai unir esse trabalho na questão da dragagem e usar esses sedimentos na recupera- ção das nossas estradas e também a areia na cons- trução. DIRETO AO PONTO Uma prioridade para o Vale do Taquari? A dragagem do Rio Taquari. Como define o teu estilo político? Conciliador, de diálogo. Uma reforma ou medida que considera urgente? Logística. Um projeto que pretende apresentar já no primeiro ano de mandato? Sistemas de monitoramento e alertas contra enchentes. Qual é o legado que gostaria de deixar ao final do mandato? Deixar o Vale do Taquari melhor, mais assertivo e mais resiliente. GABRIELA ARENDT SCHWINGEL Sexta-feira, 4 de setembro de 2026 3 POLÍTICA INFORMATIVO REGIONAL Nascida em Estrela e residente em Teutônia há muitos anos, Neide Jaqueline Schwarz tem 54 anos e é empreendedora do comércio. Disputou as três últimas eleições municipais para o Legislativo. Em 2016, foi suplente. Já no pleito de 2020, ficou na primeira suplência e assumiu uma cadeira no decorrer da legislatura. Em 2024, pelo PSDB, foi eleita com 391 votos. Concorre pela primeira vez à Câmara dos Deputados e é uma das poucas candidaturas femininas no Vale do Taquari. “Quero estar lá para abrir a porta aos 36 municípios” DADOS DO CANDIDATO Nome completo: Neide Jaqueline Schwarz Idade: 54 anos Município: Teutônia Grau de Instrução: Ensino Médio Completo Partido: PSDB Número: 4575 Total de bens declarados: Sem bens declarados FONTE: PORTAL DIVULGACAND Q u e m é N e i d e Schwarz e o que o moti- va a disputar uma vaga no Legislativo? Neide Schwarz - Sou uma mulher que apren- deu a transformar do- res em força. Hoje sou uma mulher livre, grata pela vida e em evolução. Sou mãe do Diogo e da Amanda, que cresceram, seguiram seus caminhos e conquistaram seus obje- tivos. E eles são a minha realização. Sou filha da Lia, que é inspiração. Sou irmã da doutora Marilu, que realiza sonhos, apo- sentando as pessoas. Sou dinda do Pietro. Sou vó do João e do Mateus. Eu amo bichos. Faço parte da proteção animal desde 2007. Tenho gratidão por todas as voluntárias e protetoras que me ajudam todos os dias. Sou feliz por ter muitas amigas e amigos, que vibram com as minhas conquistas e as minhas alegrias. Que exp eriências da tua trajetória te cre- denciam para exercer o mandato? Neide - Como verea- dora eu fui muitas vezes a Brasília, de gabinete em gabinete. Como não temos uma representação do Vale, fui lá bater de porta em porta para pe- dir emendas para a nossa cidade. E muitas vezes, voltei com bolhas e com frustrações. Bolhas nos pés de tanto caminhar lá, frustração e sem ter a certeza de que essas e m e n d a s , e s s e r e c u r - so realmente chegasse aqui para a nossa cidade, para fazer a diferença na vida da nossa população. Então como deputada, tendo a nossa, a minha cadeira, mas represen- tando com essa cadeira todo o Vale do Taquari, eu quero estar lá para abrir a porta para os 36 municípios, receber os nossos prefeitos e tam- bém as entidades aqui do nosso Vale do Taquari. Quais são hoje os principais desafios do Vale do Taquari? Neide - O meu foco será principalmente a saúde, que é o que mais a nossa população clama, os animais, ajudar as entidades. As pessoas me perguntam: “por que não somente os humanos?”. Eu luto pelos dois. Quan- do a gente fala em saúde, a gente fala tanto para os humanos, como para os bichos. Então o meu foco será saúde, sim, nos- so hospital, a UTI, mas também atender princi- palmente as entidades, não somente a proteção animal, mas eu falo de Apaes, eu falo de Liga de Combate ao Câncer, eu falo de autistas, eu falo de CTGs, todos que fazem a diferença na vida das pessoas. E com a nossa mi- crorregião de Teutônia, como vo cê pretende colaborar? Neide - Na saúde. Nós temos um hospital hoje na nossa cidade que aten- de os municípios vizinhos e por ele eu vou trabalhar bastante, para podermos ter a UTI. Sei que não é fácil, mas não me falta vontade de trabalhar. E estando em Brasília, eu sei que consigo conver- sar com o pessoal dos ministérios, Ministério da Saúde, com as bancadas, com os demais deputados e eu quero muito trazer a nossa UTI aqui para a nossa cidade e fazer a di- ferença para a população das cidades vizinhas. E a mesma coisa também para a causa animal. Eu quero trabalhar por todos os protetores e voluntá- rios das cidades vizinhas. E “RS Pe dágios Não”: continuar trabalhando porque a população paga impostos, a gente traba- lha cinco meses por ano pagando impostos e hoje temos aqui o nosso go- verno querendo pedagiar as nossas estradas. Nós aqui do Vale do Taquari somos o Bloco 2, são 58 postes novos de pedágios, de 17 em 17 quilômetros, onde querem escravizar a nossa população cobran- do mais impostos nos próximos 30 anos. Não podemos aceitar isso, não podem nos tirar o direito de ir e vir. Eu estando em Brasília eu quero fazer a diferença. Quais são as pro- postas concretas que você pretende levar ao parlamento? Neide - Mais uma vez, trabalhar pela saúde, buscar emendas para a nossa população do Vale do Taquari. Eu quero sen- tar com os prefeitos, eu quero sentar com as enti- dades, todas elas. Quando eu falo entidades e ONGs, não é somente a proteção animal, são todas elas, porque eu sei que são elas que fazem a diferença, muitas vezes, onde o po- der público deveria fazer e não faz. DIRETO AO PONTO Uma prioridade para o Vale do Taquari? Como define o teu estilo político? Uma reforma ou medida que considera urgente? Um projeto que pretende apresentar já no primeiro ano de mandato? Qual é o legado que gostaria de deixar ao final do mandato? Saúde, “RS Pedágios Não” e ajudar os bichos. É emoção, misturada com um pouco de agressividade, mas sempre falando as verdades. Os pedágios. Não aos pedágios, não a mais impostos. Sobre o Manual de Oslo, Agenda 2030 e a Quarta Revolução Industrial. Voltar para o Vale do Taquari e dizer para todos que nós conseguimos. Que conseguimos fazer a diferença. Quero estar lá representando todos. GABRIELA ARENDT SCHWINGEL Sexta-feira, 4 de setembro de 2026 4 ECONOMIA INFORMATIVO REGIONAL Colégio Teutônia lança MBA em parceria com a Faculdade Horizontina GESTÃO INDUSTRIAL E EFICIÊNCIA PRODUTIVA Curso inicia em outubro e busca aproximar formação acadêmica das demandas e desafios enfrentados pelo setor industrial TEUTÔNIA O Colégio Teutônia e a Faculdade Ho- rizontina (Fahor) apresentaram, na manhã de terça-feira, 1º de setembro, o MBA em Gestão Industrial e Eficiência Produtiva. O lançamento ocorreu durante um café da manhã que reu- niu representantes de indús- trias, parceiros, convidados e imprensa. Com 360 horas de du- ração, a formação foi es- truturada para aproximar o conhecimento acadêmico das demandas do setor produtivo, com conteúdos voltados à inovação, eficiência e gestão industrial. A proposta combi- na aulas presenciais, projetos integradores, troca de expe- riências entre profissionais e atividades práticas. Voltada ao setor produtivo O MBA será dividido em seis módulos e quatro pro- jetos integradores. As aulas ocorrerão presencialmente no Colégio Teutônia, em dois encontros mensais. Às sextas-feiras, serão realizadas das 19h às 23h, enquanto aos sábados ocorrerão das 8h às 12h e das 13h às 17h. A formação reunirá professores, executivos e profissionais convidados, ampliando o contato dos participantes com diferentes experiências e perspectivas relacionadas à gestão in- dustrial. Segundo o vice-diretor da Fahor, Marcelo Blume, a criação do curso é resul- tado da aproximação entre as instituições de ensino e as necessidades apresenta- das pelo setor produtivo. “A oportunidade de desenvolver uma formação direciona- da à indústria considera a Maria Lúcia Griebeler Psicóloga Alta Performance VISÃO DE NEGÓCIO O perigo de ninguém esperar mais nada de você E xiste uma cobrança que incomoda. E existe uma ausência de cobrança que deveria preocupar muito mais. Em um mundo profissional que valoriza autonomia, bem-estar e liberdade, falar so- bre cobrança pode parecer contraditório. Mas existe uma diferença importante entre pressionar alguém e desafiá-lo a crescer. Nem toda cobrança é falta de reconhecimento. Às vezes, ela é justamente o contrário. Quando um líder acompanha, faz perguntas, estabelece expectativas, dá feedback e cobra resultados, está dizendo, de alguma maneira: “Eu acredito que você pode entregar mais”. O problema começa quando a cobrança se trans- forma em pressão constante, desrespeito ou controle. Liderança não é exigir por exigir. É deixar claro o que precisa ser entregue, oferecer condições para isso e responsabilizar cada pessoa pelo seu papel. Por isso, tal- vez devêssemos ter mais medo da indiferença do que da co- brança. Existe um momento silen- cioso e perigo- so nas relações profissionais: quando nin- guém mais per- gunta, ninguém mais orienta, ninguém mais oferece feedback e ninguém mais espera evolução. Quando um profissional deixa de ser desafiado, pode estar deixando também de ser visto como alguém capaz de crescer. Isso vale para as empresas, mas também para a vida. Pais que deixam de orientar. Líderes que deixam de desenvolver. Profissionais que deixam de buscar co - nhecimento. Pessoas que param de exigir de si mesmas. A ausência de expectativa pode parecer liberdade, mas muitas vezes é desistência. O ser humano precisa de espaço para construir autonomia, mas também de referências, limites e desafios que ampliem sua capacidade. Crescimento raramente acontece quando permanecemos permanentemente confortáveis com aquilo que já sabemos fazer. Na liderança, cobrar bem é uma competência. Significa combinar firmeza com respeito, clareza com escuta e expectativa com suporte. E talvez exista uma pergunta que todo profissional deveria fazer a si mes - mo: as pessoas me cobram porque reconhecem meu potencial ou porque estão insatisfeitas com minha entrega? E outra ainda mais profunda: eu ainda espero algo de mim? Não tenha medo de ser cobrado. Tenha medo de chegar ao ponto em que ninguém mais espera nada de você. Porque, quando existe expectativa, ainda existe possibilidade de crescimento. Quando existe indiferença, talvez a desistência já tenha começado e você nem tenha percebido. (51) 99510-6349 @marialuciagriebeler “Quando um profissional deixa de ser desafiado, pode estar deixando também de ser visto como alguém capaz de crescer” LEANDRO AUGUSTO HAMESTER/DIVULGAÇÃO Lançamento ocorreu na terça, 1º. Aulas ocorrem em Teutônia experiência da Fahor nas áreas metalmecânica e de produção, especialmente em Engenharia de Produção, a estrutura disponibilizada pelo Colégio Teutônia e as demandas apresentadas por empresas parceiras nessa área de qualificação”, frisou. Teoria e prática Entre os diferenciais do MBA está a realização de projetos integradores. A cada dois módulos, os participan- tes deverão desenvolver um projeto utilizando os conhe- cimentos trabalhados em aula para analisar problemas e propor soluções para situ- ações reais encontradas no ambiente industrial. A definição da grade cur - ricular também contou com a participação de empresas, que contribuíram com de - mandas e temas relacionados aos desafios enfrentados no cotidiano. A proposta exige ainda a integração entre as diferentes disciplinas, de forma a ampliar a aplicação prática dos conteúdos. O curso é destinado a profissionais com formação superior que atuam em áreas como gestão industrial e pro- dução, engenharia, melhoria de processos, planejamen- to e controle da produção, qualidade, manutenção e confiabilidade, logística e cadeia de suprimentos, custos e investimentos, tecnologia, dados, inovação e liderança industrial. Engenheiros, ad- ministradores, contadores e economistas também inte- gram o público-alvo. para cursos de formação também estão em estudo. Entre elas está a possibilidade de criação de um MBA em Direção Executiva, ainda em fase de formulação. Vagas e inscrição A parceria entre Colégio Teutônia e Fahor amplia a oferta de formação profis- sional voltada às necessida- des da indústria na região. A iniciativa também bus- ca fortalecer a qualificação de profissionais diante das transformações tecnológicas e dos novos desafios de ges - tão enfrentados pelo setor. O MBA terá 35 vagas e, até o lançamento, já contabilizava cerca de 20 pré-inscrições confirmadas. A aula inaugural está prevista para 16 de outu- bro, com a realização de um workshop prático. As inscrições estão aber- tas e podem ser realizadas pelo site da Fahor. Visitas técnicas Além das aulas e dos pro- jetos, a programação prevê visitas técnicas a empresas e ambientes industriais locais e regionais. Também estão pre- vistas experiências na Serra e no Noroeste do Rio Grande do Sul, além de atividades na Argentina e no Paraguai. A iniciativa permitirá aos participantes conhecer diferentes modelos de ges- tão, processos produtivos e soluções adotadas pelo setor, além de ampliar a troca de experiências e o relaciona- mento profissional entre os integrantes da turma. Para a diretora do Colé- gio Teutônia, Fabiane Dentee Wommer, o MBA é resultado de um processo de aproxima- ção com a comunidade e o setor empresarial. “Faz parte do DNA do Colégio Teutônia estar próximo de empresas e organizações para com- preender suas dificuldades e buscar respostas por meio da educação”, justificou. De acordo com o Colégio Teutônia, novas parcerias Sexta-feira, 4 de setembro de 2026 5 RURAL INFORMATIVO REGIONAL PRODUTO MEDIDA VALOR VARIAÇÃO Suíno tipo carne kg vivo R$ 5,09 -3,60% Milho 60 kg R$ 61,09 +1,43% Soja 60 kg R$ 136,00 +3,52% Arroz em casca 50 kg R$ 75,74 +2,35% Trigo 60 kg R$ 69,93 +0,17% Boi para abate kg vivo R$ 12,48 0,00% Vaca para abate kg vivo R$ 11,22 +0,36% Leite (valor de ref., projetado em agosto) litro R$ 2,4754 -1,01% AGRO em FOCO Márcio Mügge - Administrador marciomugge@gmail.com A consolidação da Agricultura Familiar na Expointer O Pavilhão da Agricul- tura Familiar é con- siderado, atualmente, o "coração" da Expointer. Na edição de 2026, ele ganhou ainda mais relevância, batendo recordes históricos e trazendo inovações estruturais para os visitantes. Nesta edição, o pa- vilhão abriga 509 expositores, representando 218 municípios gaúchos. A grande novidade estrutural é um novo meza- nino que permite uma visão panorâmica de todo o pavilhão e melhora o fluxo de circulação do público. Destaque é a diversidade de produtos: venda direta de embutidos (salames, copas), queijos artesanais, vinhos, su- cos, cachaças, mel, doces, pa- nificados, além de artesanato rural e plantas. O espaço dá forte GABRIELA ARENDT SCHWINGEL RÁPIDAS Participações destaque no Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer: • Dorf Queijaria - queijos artesanais com maturação diferenciada e propostas inovadoras. Com criações únicas como o queijo com lavanda, feito com flores e folhas desidratadas, o queijo de chopp, que exige meses de testes e maturação especial e o queijo maturado Hundert Tage (100 dias). • Kolonie Haus - embutidos e defumados coloniais. Leva o melhor da charcutaria alemã típica de Teutônia, com salames, copas, bacon e carnes defumadas que resgatam as receitas de família, sendo forte concorrente nos concursos de qualidade da feira. • Delícias da Emilli - Agroindústria focada no setor de panificados e doces artesanais. Oferece cucas recheadas tradicionais, pães coloniais, biscoitos e massas artesanais que representam o café colonial típico do Vale do Taquari. • Cachaçaria Wille – cachaças artesanais de alambique envelhecidas em barris de carvalho, cabriúva, umburana e grápia, além da tradicional Cachaça Prata de Poço das Antas. É um dos nomes mais fortes do setor de bebidas na Expointer. A marca carrega um histórico pesado de premiações no Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar, tendo conquistado o 2º lugar na categoria Cachaça Envelhecida e o 3º lugar na categoria Cachaça Prata recentemente. • Agroindústria de Embutidos e Defumados Ludwig - Embutidos coloniais, salames, copas e defumados artesanais derivados de suínos. Representa a forte tradição da suinocultura de Poço das Antas, levando receitas típicas alemãs com rigoroso controle de qualidade familiar. Teutônia Premiada na Expointer pela Inovação Empresa teutoniense American Nutrients rece- beu o prêmio Vencedores do Agronegócio na feira. O reconhecimento ocorre na categoria “Antes da Portei- ra” devido ao desenvolvi- mento de uma tecnologia sustentável que reduz em 30% a emissão de gás me- tano na pecuária leiteira. DIVULGAÇÃO DIVULGAÇÃO Estrutura Própria - Pavilhão Próprio Com o sucesso imediato de vendas, o espaço deixou de ser temporário. O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o governo estadu- al injetaram recursos para construir um pavilhão físico coberto com 7 mil metros quadrados de infraestrutura técnica adequada para as exigências sanitárias. O Vale do Taquari está fortemente representado com um total de 41 agroindús- trias e empreendimentos familiares selecionados. Essa expressiva comitiva regional reforça a tradição de alimentos artesanais e a diversidade pro- dutiva do vale. Os expositores do Vale do Taquari dividem-se prin- cipalmente em setores de em- butidos, derivados de leite, panificados, doces, bebidas artesanais, além de segmentos de artesanato e plantas. COTAÇÕES protagonismo a agroindústrias lideradas por jovens e mulheres, garantindo o futuro do empre- endedorismo no campo. Durante a feira, ocorre o esperado Concurso da Agri- cultura Familiar, que premia as melhores agroindústrias do Rio Grande do Sul em categorias como Melhor queijo artesanal, Melhor salame, Melhor cachaça (premium e prata), Melhor suco de uva e vinho tinto. O Pavilhão da Agricultura Familiar originou-se em 1999, fruto de uma decisão política do governo da época, em parceria com movimentos sociais e enti- dades do campo. Naquela época, a Expointer era dominada quase exclusivamente por grandes criadores de gado e grandes la- tifundiários. Para democratizar o espaço público do parque, o governo estadual estruturou a primeira participação dos pequenos produtores. Naquele ano, cerca de 30 agricultores começaram a vender seus pro- dutos de forma improvisada, embaixo de uma lona plástica. A inserção do pequeno pro- dutor gerou forte resistência das elites agrárias tradicionais da época, que temiam a desvalori- zação do perfil internacional da feira. As famílias pioneiras en- frentaram ameaças de boicote, mas a alta aceitação do público urbano consolidou o espaço logo nos primeiros anos. FONTE: BOLETIM DA EMATER/RS (SEMANA DE 31/08/2026 A 04/09/2026) E CONSELEITE Sexta-feira, 4 de setembro de 2026 6 GERAL INFORMATIVO REGIONAL Apae é homenageada pela participação no Campeonato Estadual de Bocha Paralímpica Além do efeito estético “A retirada da fiação excedente precisa vir acompanhada de fiscalização e de critérios para as novas instalações” EDITORIAL LEGISLATIVO TEUTONIENSE Dentre os projetos aprovados, Câmara autorizou a destinação de sobra de emenda para equipar caminhão cedido ao STR e a doação de caixa d’água aos bombeiros Alunos, professores e direção da Apae receberam diploma de reconhecimento EMANUELLY SANTOS DA SILVA/DIVULGAÇÃO Fundado em 28/06/1989 como filial da Rede Vale de Comunicação. Desde 03/01/2011, semanário independente da MAB Regional de Comunicação Ltda Impressão: Grupo RBS Redação e escritório: Rua 2 Norte, 178 Bairro Centro Administrativo | Teutônia - RS CNPJ: 13.044.341/0001-00 IE: 244/0038800 Fone/WhatsApp: (51) 3762-2470 E-mail: inforteutonia@gmail.com Jornalista Responsável: Marco Aurelio Mallmann (Reg. Prof. MTB 8368) Os anúncios e classificados veiculados nesta edição são de responsabilidade exclusiva dos anunciantes. Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal. M erece reconhecimento a iniciativa encampada pelo governo municipal em parceria com a Co- operativa Certel, InternetSul e os provedores de internet, denominada Projeto Poste Limpo. A estratégia consiste em reduzir o excesso de fiação e proporcionar um aspecto visual mais limpo às ruas do município. Em nível nacional, essa é uma necessidade que vem ganhando evidência nos últimos anos. Diversas cidades estão promovendo ações para fazer a limpeza das redes, diante do crescimento desordenado de cabos de teleco- municações e da quantidade de fiações que permanecem instaladas mesmo depois de deixarem de ser utilizadas. Mais do que uma questão estética, trata-se de segu - rança. O emaranhado de fios pode oferecer riscos a traba - lhadores que atuam nos postes, dificultar serviços de ma - nutenção e até representar perigo para a população. Por isso, o proje- to deve ser v a l o r i z a d o também pela disposição de diferentes se - tores em en- frentar con - juntamente um problema que se tornou comum nas cidades. Outro aspecto positivo é que os mutirões permitem integrar diferentes serviços. Enquanto ocorre a organi - zação da fiação, equipes do município podem atuar na iluminação pública e no trânsito, aproveitando a mesma mobilização para identificar e corrigir outros problemas. É importante, porém, que o Poste Limpo não seja uma ação pontual. A retirada da fiação excedente precisa vir acompanhada de fiscalização e de critérios para as novas instalações, evitando que os postes voltem a acumular cabos sem uso ou instalados de maneira inadequada. Teutônia dá um passo importante ao reconhecer e enfrentar o problema. Que a iniciativa tenha continui - dade, avance por toda a cidade e sirva também como exemplo de que, quando poder público e iniciativa pri- vada trabalham de forma coordenada, situações antigas podem ser resolvidas. TEUTÔNIA D urante a sessão da Câmara de Vereadores dessa quarta-feira, 2, foram homenageados oito atletas da Apae Teutônia que participaram do Campeonato Estadual de Bocha Paralímpi- ca, promovido pela Federação Estadual das Apaes, em Portão (RS). A instituição recebeu um diploma de reconhecimento, por iniciativa de Moisés Car- dozo (PSD). A coordenadora da Apae, Evelin Aschebrock Pacheco, agradeceu a homena- gem e destacou a importância de os atletas com limitação motora poderem representar, através do esporte, o municí- pio. Frisou que a bocha para- olímpica é a modalidade mais inclusiva do mundo. Quatro projetos do Execu - tivo foram aprovados: o de Nº 82, que autoriza o Executivo a utilizar os rendimentos e eventuais sobras decorrentes da aplicação financeira dos re - cursos de emenda parlamentar para aquisição de equipamen - tos, acessórios e demais bens destinados ao caminhão cedido ao STR; o de Nº 80, que avaliza a doação de caixa d’água metá - lica com capacidade de 20 mil litros ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Teutônia; o de Nº 81, que define as ativi - dades insalubres e perigosas para efeitos de percepção dos adicionais correspondentes, com o objetivo de atualizar e Os vereadores estiveram reunidos em sessão ordinária no dia 2 de setembro, sob a presidência de Cláudia Frigo (Progressistas). Foram aprovados por unanimidade os seguintes projetos do Poder Executivo: Nº 80 , que autoriza a doação de caixa d’água metálica com capacidade de 20 mil litros ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Teutônia; Nº 81 , que define as atividades insalubres e perigosas para efeitos de percepção dos adicionais correspondentes, com o objetivo de atualizar e adequar a legislação municipal, estabelecendo como referência as normas regulamentadoras nº 15 e nº 16, observadas suas alterações posteriores; Nº 82 , que autoriza o Executivo a utilizar os rendimentos e eventuais sobras decorrentes da aplicação financeira dos recursos provenientes de emenda parlamentar para aquisição de equipamentos, acessórios e demais bens destinados ao caminhão cedido ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teutônia/ Westfália/Poço das Antas; e Nº 83 , que autoriza a contratação de um professor de Geografia para os Anos Finais do Ensino Fundamental, com carga horária de 25 horas semanais e remuneração mensal de R$ 3.791,91. Do Poder Legislativo, foi aprovado o projeto de lei Nº 15 , de Márcio Vogel (MDB), que denomina de Rua Tomaz Alves Brandão a atual Rua 287, no Bairro Canabarro, além de seis indicações. A próxima sessão será realizada no dia 9 de setembro, às 18h30, na Câmara de Vereadores de Teutônia. Câmara de Vereadores de Teutônia CONTEÚDO DIVULGADO PELA INSTITUIÇÃO adequar a legislação munici - pal; e o de Nº 83, que autoriza a contratação de um professor de Geografia para os Anos Finais do Ensino Fundamental, com carga horária de 25 horas semanais e remuneração men - sal de R$ 3.791,91. Tribuna Valdemir Lima (PDT) fa - lou sobre suas indicações, solicitando melhorias no Lote- amento Colina, na Rua 102, e melhorias na quadra de espor- tes na Rua Helmuth Heemann, no Bairro Canabarro. Destacou a realização do 1 Campeonato Municipal de Futsal, destacan- do os campeões, o Esperança, na Série Ouro, e o Atlético Gaúcho, na Série Prata. Agra- deceu, em nome das empresas, pelo asfaltamento na Avenida 1 Oeste e Rua 8 Sul, no Centro Administrativo. Valdir do Amaral (PSD) igualmente elogiou o Mu- nicipal de Futsal. Parabeni- zou os integrantes da Apae. Agradeceu pela instalação de semáforos no cruzamento das ruas Dom Pedro II e Arnaldo Krug, no Bairro Canabarro. Parabenizou Enzo Amaral, que integra a categoria Sub-10 do Internacional e participou da disputa do Campeonato Bra- sileiro, no Paraná, sugerindo uma homenagem ao atleta em futura sessão. Neide Schwarz (PSDB) pediu providências sobre os atendimentos na saúde e ga- rantiu que muitas pessoas são consultadas, recebem medicação e são mandadas para casa. Pediu o fechamento de buracos em Linha Ribeiro, além de melhorias na ilumi- nação pública, bem como a conclusão da obra na Rua 20 de Maio, no Loteamento 8. Comentou sobre os pedágios free frow instalados no Bloco 3, mencionou valores arreca - dados em tributos e cobrou para onde vão esses recursos. Ainda, insistiu que as emendas parlamentares são originárias dos impostos e não são pre - sentes dos políticos. Márcio Vogel (MDB) des - tacou a Apae pela homenagem recebida e as diversas meda- lhas conquistadas. O emede - bista também enalteceu o novo semáforo instalado no Bairro Canabarro e outras obras em andamento. Lembrou ainda da necessidade de instalação de calçadas e ciclovia na Rua Duque de Caxias, em direção a Linha Germano. Enalteceu ainda a homenagem a Tomaz Alves Brandão, com o nome de rua no Bairro Canabarro. Moisés Cardozo (PSD) justificou a homenagem que propôs à Apae de Teutônia, pela participação dos atletas em modalidades paralímpicas no estado e no país, represen- tando Teutônia. Reconheceu a importância da homenagem a Tomaz Alves Brandão, com nome de rua. Considerou que existem muitos políticos de rede social, mas poucos que buscam soluções. Sexta-feira, 4 de setembro de 2026 7 CULTURA INFORMATIVO REGIONAL REGIÃO N o limite entre Pave- rama e Fazenda Vi- lanova, na Estrada de Posses, está localizado o Centro de Doma e Treina- mento Júnior Birck. Aos 35 anos, Júnior, conhecido como “Porongo”, apelido herdado do seu pai, Cláudio, vive o orgulho de trabalhar, ao lado da esposa Fabrícia Santos, 31, naquilo que ama: a lida campeira com os Paixão que perpassa gerações LIDA CAMPEIRA Família Birck cultiva a tradição de domar e treinar cavalos. Aos 5 anos, o filho Benício já coleciona troféus e medalhas em rodeios Durante o mês de setembro, o Informativo Regional apresenta a série “Especial Farroupilha”, com o objetivo de valorizar pessoas e famílias que mantêm viva a cultura gaúcha na microrregião. São entrevistados de diferentes faixas etárias, mostrando como o tradicionalismo está presente em diversos momentos da vida. Cada reportagem traz um olhar próprio sobre a relação entre pessoas, cultura e tradição. Além de reportagens no jornal impresso, o material será publicado em formato audiovisual, no site e nas redes sociais do Informativo Regional Benício herdou a paixão pelos animais do pai Júnior, conhecido como “Porongo”. Juntos, transformam a lida campeira em rotina FOTOS: SARA ÁVILA Ao lado da mãe Fabrícia, o menino toma todos os cuidados na montaria Para Fabrícia, que é na- tural de Taquari e atua como professora em Westfália, o legado também foi transmi- tido há várias gerações. O bisavô já trabalhava na lida campeira. O pai, Ari Santos, organizava rodeios na cida- de natal e hoje cria gado de corte. E o interesse do filho veio ao natural. “Nunca forçamos o Benício. Ele foi crescendo neste ambiente, acompanhando a gente des- de cedo nos rodeios. Até me emociono quando penso na realização que é ele partici- par das atividades conosco”, aponta. Questionada sobre o interesse cada vez maior das crianças pelo celular, ela concorda que esta realidade está cada vez mais presente, mas entende que é impor- tante mostrar às crianças que deve haver limite para o uso das telas. “Só tenho que agradecer a Deus por ter um filho tão querido e que gosta das mesmas coisas que a gente”, completa. cavalos. E a paixão dos dois passou naturalmente para o filho Benício. Aos 5 anos, o garoto adora montar na égua “Tor- área estruturada para doma, treinamento, alimentação e descanso para os cavalos. “Como participo de rodeios a cada 15 dias, sou bastante conhecido e requisitado. Hoje há uma grande pro- cura por proprietários que querem que eu cuide e pre- pare os animais para feiras e exposições”, assegura. Desde os 12 ele já maneja equinos e iniciou a traba- lhar profissionalmente aos 20. Me realizo todos os dias com o que faço. Quando eu era adolescente e dizia que queria viver cuidando de cavalos, ninguém acredita- va”, revela. Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul e CTG Rincão das Coxilhas apresentam 14/09 19h30 de 14 a 16 de setembro SHOW MUSICAL HERANÇA E HISTÓRIA EM CANÇÃO Três dias de cultura gaúcha para viver, aprender e celebrar! confira a programação completa em @ctgrincaodascoxilhas financiamento: realizaçâo: patrocínio: produção cultural: PROGRAMAÇÃO GRATUITA dilha Branca” e trotear na pista de rodeios da proprie- dade. O talento e a destreza de Benício já lhe renderam diversos troféus e medalhas em rodeios, representando a 24ª Região Tradicionalista. Ele conquistou duas vezes o título na modalidade Vaca Parada, sendo a primeira quando tinha 4 anos, além de outras premiações no Laço Família, modalidade na qual foi condecorado com apenas 1 ano e 3 meses. “Gosto de olhar desenho, laçar e ajudar meu pai com os cavalos”, garante o pe- queno. Junto com os colabora- dores Dioni e Pedro, “Po- rongo” trabalha atualmente com 36 animais, sendo 32 de clientes de diferentes cidades do RS. O CT conta com diversas baias em uma Sexta-feira, 4 de setembro de 2026 8 ESPECIAL INFORMATIVO REGIONAL AGROINDÚSTRIAS EM EVIDÊNCIA Sabores do Vale geram negócios e conquistam espaço na Expointer Queijos, embutidos, vinhos, sucos e cachaças representam a diversidade da produção familiar e atraem visitantes em Esteio. Microrregião conta com pelo menos dez representantes Marcel Lovato O Pavilhão da Agricul- tura Familiar con- centra histórias que ajudam a explicar a força econômica e social do campo gaúcho. Na 49ª Expointer, 509 empreendimentos de 216 municípios representam o valor agregado pela transfor- mação das matérias-primas, tradição e visão de negócios que se traduzem na oferta de uma ampla diversidade de itens. Participantes de Minas Gerais integram a lista como convidados. Entre alimentos, bebidas, artesanato e outros produtos, o Vale do Taquari conta com 41 representantes. Destes, ao menos dez são da microrregião. De Teutônia, a Queijaria Dorf participa pela quinta vez do evento e apresenta, nesta edição, o queijo coalho assado na hora como o gran- de diferencial do estande. Se- gundo o sócio-proprietário, Jackson Jacobs, a estratégia tem chamado a atenção do público e incentivado a aqui- sição tanto deste quanto dos demais produtos. Os queijos autorais como o Hundert Tage (o queijo dos 100 dias, numa referência ao tempo maturado), o Bier Käse, ela- borado com chope, e o Kaffee Käse, feito com café, e o de- fumado, estão entre os mais vendidos. Há, claro, quem prefira os tradicionais, como o parmesão e o colonial. Além disso, a equipe também se mobiliza para atender a demandas inter- nas, como o fornecimento de produtos para outras atividades da programação. Segundo Jackson, parte do público já conhece a marca, o que facilita na hora de fechar novos negócios. Esta venda direta gera aproxi- mação e abre caminho para futuras oportunidades, como a entrada dos produtos em novas casas especializadas em alimentos coloniais e artesanais. Em relação ao movimento, a auxiliar Ja- queline Lenz destacou que a instabilidade dos primeiros dias atrapalhou as vendas, mas a presença prolongada do tempo firme deve reverter o cenário até o fim da feira, na tarde de domingo,6. Com 12 participações na Expointer, a Kolonie Haus é uma das mais longevas da região. Para atrair os visitan- tes, a agroindústria situada na Linha São Jacó aposta na praticidade. De acordo com o proprietário, Everson Dias, a linguiça defumada para aquecer no micro-ondas é um dos carros-chefe. Pronto em apenas três minutos, o alimento foi concebido de modo a facilitar o preparo diante de uma rotina agitada ou mesmo quando houver a vontade de degustar um petisco. O aspecto lembra o de um salsichão assado na brasa. Em paralelo, o salame alemão é outra novidade disponível durante o evento. Dias relata uma grande procura do público da Região Metropolitana pela banha suína, pois a disponibilidade do produto é limitada nesses arredores. Para o empresá- rio, um dos principais fatores Para Arnildo, o amplo portfólio de produtos da Cachaçaria Wille disponíveis para degustação e o atendimento mais próximo são estratégicos para fortalecer as vendas Dorf aposta no queijo coalho assado na hora como diferencial. Produtos autorais possuem grande procura Sucos e vinhos com rótulos coloridos e nomes curiosos chamam a atenção do público no estande da Vitivinícola Sítio Rosa do Vale é justamente a valorização do perfil familiar, das origens coloniais e do processo de fabricação diferenciado em relação à grande indústria. Cachaças, sucos e vinhos Após ausência no ano passado, a Vitivinícola Sítio Rosa do Vale, de Boa Vista, Poço das Antas, retornou com uma novidade. Con- forme as embaixadoras da marca, Patrícia Fogaça e Carmen Lúcia Silveira, o destaque é o cooler de vi- nho sabor pêssego, cuja característica principal é o sabor refrescante e ideal para o consumo em dias de temperatura mais elevada. A organização da bancada é outro fator que atrai os olhares de quem passa pelo estande. Afinal, os rótulos coloridos e até o mesmo de uma