Boletim Paroquial Folha (In)Formativa Ano 2026|Nº35| 14 a 20 de setembro de 2026 PERCURSO PASTORAL da Encarnação (Natal 2023) à Ressurreição (Páscoa 2033) J Juntos no Caminho de Páscoa «Levar Jesus a todos e todos a Jesus» XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM A «Não te digo que perdoes até sete vezes, mas até setenta vezes sete.» Mt 18,21-35 A Palavra de Deus que a liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum nos propõe fala do perdão. Apresenta-nos um Deus que ama sem cálculos, sem limites e sem medida; e convida-nos a assumir uma atitude semelhante para com os irmãos que, dia a dia, caminham ao nosso lado. A primeira leitura (Eclo 27,33-28,9) deixa claro que a ira e o rancor são sentimentos maus, que não convêm à felicidade e à realização do homem. Mostra como é ilógico esperar o perdão de Deus e recusar-se a perdoar ao irmão; e avisa que a nossa vida nesta terra não pode ser estragada com sentimentos, que só geram infelicidade e sofrimento. Na segunda leitura (Rm 14, 7-9) Paulo sugere aos cristãos de Roma que a comunidade cristã tem de ser o lugar do amor, do respeito pelo outro, da aceitação das diferenças, do perdão. Ninguém deve desprezar, julgar ou condenar os irmãos que têm perspetivas diferentes. Os seguidores de Jesus devem ter presente que há algo de fundamental que os une a todos: Jesus Cristo, o Senhor. Tudo o resto não tem grande importância. O Evangelho (Mt 18, 21-35) fala-nos de um Deus cheio de bondade e de misericórdia que derrama sobre os seus filhos - de forma total, ilimitada e absoluta - o seu perdão. Os crentes são convidados a descobrir a lógica de Deus e a deixarem que a mesma lógica de perdão e de misericórdia sem limites e sem medida marque a sua relação com os irmãos. Intenções das Eucaristias 2 > Quinta-feira [17] às 18h30: Eucaristia Manuel Pereira; Leopoldina de Sousa Moreira (aniversário natalício) e família | Sobrinhos; > Sábado [19] às 17h00: Eucaristia Margarida Silva Costa Capelo e Joaquim Augusto Oliveira Capelo | Família; Guilherme Machado Rodrigues (P.) | Ofertório; Manuel Silva Sá e família; Maria Arminda Pereira e Abílio da Silva Mirra; Justino Pereira Marques e sogros; Luís Gonzaga Silva Dinis e pais; José Maria da Cunha (aniversário natalício) e esposa | Família; António Fernandes Salgado | Família; Maria Alice Alves da Costa Carneiro (P.) | Ofertório; Manuel da Rocha Oliveira e esposa; Emília de Jesus de Sampaio (P.) | Ofertório; Manuel Luís Gomes Fernandes; > XXV Domingo [20] do Tempo Comum | A ... 09h00: Eucaristia Luísa Machado de Sousa Lobo (P.) | Ofertório; Domingos Rafael Almeida Vieira; João Pinto Leal (P.) | Ofertório; Isabel Azevedo Carvalho (P.) | Ofertório; Idílio José da Rocha Sá; Maria de Lurdes Ferreira Araújo (P.) | Ofertório; Maria Celeste Silva Pinheiro e António Alves de Barros; CARTÓRIO PAROQUIAL Em São Mateus - Quinta-feira, dia 17, das 17h30 às 18h30; Em Riba de Ave - Sábado, dia 19, das 10h00 às 12h00; Agenda da Semana 3 NOTÍCIAS DA CATEQUESE Reunião de catequistas – No dia 16 de setembro de 2026, quarta-feira, às 21h00, haverá uma reunião para todos os catequistas. A reunião será no Salão Paroquial. MESA, MÚSICA E MISSÃO UNEM COMUNIDADE EM FAVOR DA ETIÓPIA No próximo dia 20 de setembro de 2026, os Missionários Combonianos, em Vila Nova de Famalicão, recebem uma iniciativa especial de envio do Padre Quim, que promete juntar convívio, música e, acima de tudo, solidariedade. Sob o lema “Mesa, Música e Missão – Unidos pela Etiópia”, o encontro terá início às 12h00, nas instalações dos Missionários Combonianos, na Rua Frei Bartolomeu dos Mártires, em Famalicão. O programa inclui porco no espeto e petiscos, proporcionando um momento de encontro e partilha entre todos os participantes. Para encerrar o dia em ambiente de festa, haverá ainda um concerto com a banda Missio. Mais do que um momento de convívio, esta iniciativa tem uma importante vertente solidária: a receita reverte a favor da missão na Etiópia, contribuindo para projetos nas áreas da educação, saúde e apoio às comunidades. Será, assim, um dia marcado pela amizade, solidariedade e espírito missionário, numa ocasião especial de apoio ao Padre Quim e à missão que o espera. A presença de cada um pode fazer a diferença. INTENÇÃO DO PAPA PARA O MÊS SETEMBRO DE 2026 Pelo cuidado com a água Rezemos por uma gestão justa e sustentável da água, recurso vital, para que todos tenham acesso equitativo a ela. COMISSÃO DE FESTAS DA SENHORA DA CONCEIÇÃO Venda de Bolos – A Comissão de Festas da Senhora da Conceição 2026 informa que já começou a vender bolos. Peditório – A Comissão de Festas da Senhora da Conceição 2026 informa que vai iniciar o peditório para a festa a partir do dia 19 de setembro. Fazemos um apelo à generosidade de toda a comunidade. Passeio à Quinta da Malafaia – A Comissão de Festas de Nossa Senhora da Conceição 2026 está a organizar um passeio à Quinta da Malafaia para o dia 07 de novembro de 2026. A saída será em horário a definir e o preço é 40€. Para reservas e mais informações devem contactar o 912518405 (Marcelo) ou 927376936 (Gorete). ÚLTIMA ... Juntos no caminho de Páscoa O perdão é um dom que recebemos de Deus para podermos recomeçar todos os dias e reconstruir os laços quebrados. Somos chamados a testemunhar um perdão desmedido e gratuito, sem tibiezas nem reservas, como compromisso nuclear da nossa fé. Rasgar a fatura Neste segundo episódio da nossa série «A arte de conviver», tocamos num dos pontos mais difíceis e dolorosos das nossas relações: a gestão das ofensas e a contabilidade do perdão. Todos nós conhecemos a tentação de guardar faturas emocionais. Dizemos que perdoámos, que o assunto está arrumado, mas guardamos as mágoas numa gaveta secreta da memória. Na primeira discussão em família ou no trabalho, abrimos essa gaveta e atiramos à cara: “Tu, há três anos, fizeste-me isto!”. O primeiro sinal de que o rancor corrói uma relação é quando a mesa fica interrompida: quando evitamos cruzar o olhar, quando não apetece sentar à mesma mesa, quando cavamos um fosso invisível, quando criamos uma crosta de frieza e indiferença. Achamos que ao não perdoar castigamos o outro, mas a verdade é que o rancor é um veneno que bebemos todos os dias à espera que o outro morra. Pedro faz uma pergunta que parece muito generosa: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?». Na mentalidade da época, perdoar três vezes era visto como um ato de santidade. Pedro achava que era o herói da misericórdia ao propor sete vezes. Jesus Cristo quebra-lhe a calculadora com a resposta: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete». Setenta vezes sete significa sempre; significa não transformar a vida num tribunal de cobranças miúdas; significa não guardar faturas na gaveta da memória; significa continuar a sentar à mesma mesa. Voltemos à parábola do servo a quem o rei perdoou uma dívida astronómica, impossível de pagar: dez mil talentos, o equivalente a milhões e milhões de euros. Aquele homem experimentou a graça de ser salvo de uma grande dívida, mas, logo a seguir, ao encontrar um colega que lhe devia cem denários — uma ninharia, o salário de uns dias — agarrou-o pelo pescoço, dizendo: «Paga o que deves!», e mandou-o para a prisão. Não é isto que fazemos quando somos implacáveis com as pequenas falhas daqueles que vivem connosco? Recorda as palavras sábias da primeira leitura: «Um homem guarda rancor contra outro e pede a Deus que o cure? Não tem compaixão do seu semelhante e pede perdão para os seus próprios pecados?». Perdoar não é fingir que nada aconteceu, não é branquear o mal nem dizer que a ofensa não doeu. Perdoar é a nossa livre decisão de rasgar a fatura em vez de a guardar na gaveta secreta do coração. Enquanto não perdoas, continuas acorrentado à pessoa que te feriu. Ao perdoar, libertas o outro, mas quem sai verdadeiramente da prisão és tu. Quem guarda rancor vive na prisão; quem perdoa reconstrói a mesa da vida. Guarda esta frase e continua a refletir sobre o veneno que andas a tomar à espera que o outro morra. Sem perdão a vida não subsiste, tudo seria ódio e desconfiança, ira e vingança.